terça-feira, 28 de maio de 2013

Árthemis

     Árthemis, Deusa das caçadas e protetora das crianças, frequentemente ela é vista com seu arco e com animais selvagens ou perambulando pelas matas acompanhada pelas ninfas.
     Ela e seu irmão gêmeo Apolo são filhos de Zeus e da Titã Leto. Ártemis era tida como um espírito livre e arredio, sem marido nem casa, eternamente virgem, e exigia a vida daqueles que desobedecessem aos deuses ou a ela.


     Ela transformou o caçador Actaeon em um cervo que foi despedaçado pelos seus próprios cães de caça, por tê-la visto, acidentalmente, banhando-se.
Também se acreditava que Ártemis era responsável pela morte de mulheres durante o parto.


     Na Grécia, Ártemis ou Artemisa era uma deusa ligada inicialmente à vida selvagem e à caça. Durante os períodos Arcaico e Clássico, era considerada filha de Zeus e de Leto, irmã gêmea de Apolo mais tarde, associou-se também à luz da lua e à magia.
     Ao ficar grávida de Zeus, sua mãe sofreu a ira de Hera, esposa deste. Quando finalmente na ilha de Delos a receberam, Ilítia, filha de Hera e deusa dos partos, estava retida com a mãe no Olimpo. Léto esperava gêmeos, e Ártemis, tendo sido a primeira a nascer, revelou os seus dotes de deusa dos nascimentos auxiliando no parto do seu irmão gêmeo, Apolo. Também é conhecida como Cíntia, devido ao seu local de nascimento, o monte Cinto.


     Uma lenda conta que, apesar do seu voto de castidade, ela se apaixonou perdidamente pelo jovem Orion, e o seu enciumado irmão Apolo impediu o enlace mediante uma grande perfídia: achando-se em uma praia, em sua companhia, desafiou-a a atingir, com a sua flecha, um ponto negro que indicava a tona da água, e que mal se distinguia, devido à grande distância. Ártemis, toda vaidosa, prontamente retesou o arco e atingiu o alvo, que logo desapareceu no abismo no mar, fazendo-se substituir por espumas ensangüentadas. Era Orion que ali nadava, fugindo de um imenso escorpião criado por Apolo para persegui-lo. Ao saber do desastre, Ártemis, cheia de desespero, conseguiu, do pai, que a vítima e o escorpião fossem transformados em constelação. Quando a de Órion se põe, a de escorpião nasce, sempre o perseguindo, mas sem nunca alcançar.

     Deusa da caça e da serena luz, Ártemis é a mais pura e casta das deusas e, como tal, foi ao longo dos tempos uma fonte inesgotável da inspiração dos artistas.
Zeus, seu pai, presenteou-a com arco e flechas de prata, além de uma lira do mesmo material (seu irmão Apolo ganhou os mesmos presentes, só que de ouro).


     O arco e a lira eram obra de Hefesto, o Deus do fogo e das forjas, que era um dos muitos filhos de Zeus, portanto também irmão de Ártemis.
     Zeus também fê-la rainha dos bosques e lhe deu uma corte de Ninfas, para ser uma das caçadoras de sua corte, a mulher ou menina deve lhe fazer um juramento de fidelidade e total desapego á figuras masculinas, assim se tornando uma caçadora de Ártemis adquire-se imortalidade. Como a luz prateada da lua, percorre todos os recantos dos prados, montes e vales, sendo representada como uma infatigável caçadora.

     É representada, como caçadora que é, vestida de túnica, calçada de coturno, trazendo aljava sobre a espádua, um arco na mão e um cão ao seu lado. Outras vezes a vemos acompanhada das suas ninfas, tendo a fronte ornada de um crescente.
     O templo de Ártemis em Éfeso foi uma das sete maravilhas do mundo antigo Quando os deuses guerrearam com os gigantes estes se recolheram no Egito lá Ártemis se transformou em uma gata.



     Embora normalmente a amiga e protetora da juventude, especialmente das moças, Ártemis impediu os gregos de velejar a Tróia durante a guerra, até que eles sacrificassem uma virgem a ela. De acordo com algumas histórias, logo antes o sacrifício, ela salvou a vítima, Ifigênia. Tal como Apolo, Ártemis carregava um arco e setas, com os quais ela castigava os mortais que a contrariavam.


     Eis alguns de seus feitos mais cruéis: matou o gigante caçador Órion; condenou a ninfa Calisto (uma de suas seguidoras) à morte, por aceder aos encantos de Zeus; transformou Acteão (neto de Cadmo) em cervo, para que fosse devorado por sua própria matilha; e, ajudada por Apolo, matou todos os filhos de Níobe e Anfião, por ordem de Leto, a quem Níobe ofendera.


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