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sábado, 1 de junho de 2013

Andrômeda

     Andrômeda  era filha de Cefeu, rei da Etiópia, e de Cassiopeia. Foi acorrentada num rochedo como sacrifício para o fim da destruição da Etiópia, causada por um monstro enviado por Poseidon.
Na Mitologia grega, Andrômeda era o nome da filha de Cefeu e Cassiopeia, Rei e Rainha do reino fenício da Etiópia.



     Sua mãe Cassiopeia uma vez disse que ela era mais bonita que as Nereidas, Ninfas filhas do deus Nereu, que geralmente é visto acompanhando Poseidon. Para punir a rainha pela sua arrogância, Poseidon irmão de Zeus e deus do Mar, enviou um monstro marinho, Cetus, para atacar a costa da Etiópia e o reino da rainha vaidosa.


     O rei desesperado consultou Ammon, o oráculo de Zeus, que anunciou que não haveria paz enquanto o Rei não sacrificasse a sua filha virgem Andrômeda para o monstro. O rei não teve outra escolha a não ser sacrificar a filha, e Andrômeda foi acorrentada em um rochedo para que ela fosse devorada.




Perseu, retornando após ter assassinado a górgona Medusa, encontra Andrômeda e mata o monstro Cetus. Libertou-a, e se casou com ela, apesar de Andrômeda tendo sido prometida anteriormente a Phineus. No casamento, ocorreu uma desavença entre os rivais e Phineus foi transformado em pedra por ter visto a cabeça da Górgona.

     Andrômeda seguiu o marido para Tirinto, em Argos, e juntos eles se tornaram os ancestrais da família Perseida através da linha de seu filho Perses. Perseus e Andrômeda tiveram seis filhos: Perseides, Perses, Alceu de Mitilene, Heleus, Mestor, Estênelo, e Electrião, e uma filha, Gorgófona. Os seus descendentes governaram Micenas, do baixo electrião até Euristeu. De acordo com a mitologia, Perses é o antepassado dos persas.


Após a morte de Andrômeda, ela foi transformada numa constelação no céu do norte, perto da constelação de Perseu. Seus descendentes governaram Micenas desde Electrión, pai de Alcmena e casada com seu primo Anfitrião. No entanto, Zeus disfarçou-se para seduzir Alcmena e quando ela estava grávida de seu filho Hércules, Zeus anunciou que o descendente de Perseu nasceria para reinar em Micenas.




     Hera, a esposa ciumenta de Zeus, convenceu Eileitia, a deusa do parto, a adiar o nascimento de Hércules e acelerar o nascimento de Eurystheus, filho de Sthenelus, no sétimo mês de gravidez. Eurystheus nasceu primeiro e se beneficiou da promessa de Zeus tornando-se o rei de Micenas. Eurystheus foi um implacável inimigo de seu primo Hércules e quando Hércules descobriu a trama de seu nascimento e reclamou o trono, Eurystheus o submeteu aos Doze trabalhos, que julgava impossíveis de serem realizados.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Poseídon

     Seu domínio eram os mares, os oceanos, que se estendem até os confins do mundo. São, simbolicamente, as fronteiras do universo, cingindo todos os outros Reinos. As três lâminas do tridente simbolizam os três mundos em equilíbrio, contudo também simboliza a iniciativa ao divino e a purificação, simbolizado, cabalisticamente, pelas cinco esferas inferiores da Árvore da Vida.



     Na mitologia grega, Poseidon era o deus dos mares. Representado como um homem forte, com barbas e segurando sempre um tridente. Era filho do titã Cronos e Rhea, irmão de Zeus e de Hades.
Na mitologia grega, Poseídon também conhecido como Poseidon, Possêidon ou Posidão, assumiu o estatuto de deus supremo do mar, conhecido pelos romanos como Netuno.

     Também era conhecido como o deus dos terremotos. Os símbolos associados a Poseídon com mais frequência eram o tridente e o golfinho.
A origem de Poseídon é cretense, como atesta seu papel no mito do Minotauro. Na civilização minóica era o deus supremo, senhor do raio, atributo de Zeus no panteão grego, daí o acordo da divisão de poderes entre eles, cabendo o mar ao antigo rei dos deuses minóicos.




     Poseídon era um dos filhos de Cronos e Reia, e, como seus irmãos e irmãs, foi engolido por Cronos ao nascer. A ordem de nascimento de seus irmãos, é Héstia, seguida de Deméter e Hera, seguidas de Hades e Poseídon; o próximo a nascer, Zeus, foi escondido por Reia em Creta, que deu uma pedra para Cronos comer.

     Na Ilíada, Poseídon aparece-nos como o deus supremo dos mares, comandando não apenas as ondas, correntes e marés, mas também as tempestades marinhas e costeiras, provocando nascentes e desmoronamentos costeiros com o seu tridente. Embora seu poder pareça ter se estendido às nascentes e lagos, os rios, por sua vez, têm as suas próprias deidades, não obstante o facto de que Poseídon fosse dono da magnífica ilha de Atlântida.

     Geralmente, Poseídon usava a água e os terremotos para exercer vingança, mas também podia apresentar um caráter cooperativo. Ele auxiliou bastante os gregos na Guerra de Tróia, mas levou anos se vingando de Odisseu, que havia ferido a cria de um de seus ciclopes.
Os navegantes oravam a Poseidon por ventos favoráveis e viagens seguras, mas seu humor era imprevisível. Apesar dos sacrifícios, que incluíam o afogamento de cavalos, ele podia provocar tempestades, maus ventos e terremotos por capricho.



     Considerando que as inúmeras aventuras amorosas de Poseídon foram todas frutíferas em descendentes, é de notar que, ao contrário dos descendentes de seu irmão Zeus, os filhos do deus dos mares, tal como os de seu irmão Hades, são quase todos maléficos e de temperamentos violentos. Alguns exemplos: de Teosa nasce o ciclope Polifemo; de Medusa nasce o gigante Crisaor e o cavalo alado, Pégaso; de Amimone nasce Náuplio; com Deméter nasce Despina, deusa do inverno que acaba com tudo o que sua mãe e sua meia-irmã Perséfone cultivam, também congela as águas; com Ifimedia, nascem os irmãos gigantes Oto e Efialtes (os Aloídas), que chegaram mesmo a declarar guerra aos deuses. Por sua vez, os filhos que teve com Halia cometeram tantas atrocidades que o pai teve de os enterrar para evitar-lhes maior castigo.

     Casou ainda com Anfitrite, filha de Oceano e Tétis, de quem nasceu o seu filho Tritão, o deus dos abismos oceânicos, que ajudou Jasão e os seus argonautas a recuperar o Velocino de ouro, e Rode, que se casou com Hélio.
Em uma famosa disputa entre Poseidon e Atena para decidir qual dos dois seria o padroeiro de Atenas, ele atirou uma lança ao chão para criar a fonte da Acrópole. Entretanto, Atena conseguiu superá-lo criando a oliveira.



     Uma das mais ancestrais e importantes divindades da mitologia grega, mas não um dos doze olímpicos, deus do mar, dos rios e das fontes, o Netuno dos romanos.
Como ele era o senhor das águas salgadas e doces, desafiava sempre os outros deuses e entrava em discussões e conflitos com eles. Desejava ter como sua a cidade de Atenas, sob os protestos da deusa Atena, que considerava a cidade como sua.

     Poseidon possuía um palácio de ouro, situado no fundo do mar, e percorria a superfície da água, numa carruagem de ouro, levada por cavalos velozes. Sua arma era o tridente, uma lança terminada em três pontas e com a qual ele podia provocar terremotos na terra. Sua esposa, a ninfa do mar, a nereida ou oceânida Anfitrite, deu à luz diversos filhos seus, incluindo Tritão - metade homem e metade peixe.
Poseidon aparece em vários mitos da Grécia Antiga. Num deles, disputou com a deusa Atena o controle da cidade-estado de Atenas, porém saiu derrotado. Num outro mito ajudou os gregos na Guerra de Tróia. Fez isto para se vingar do rei de Tróia que não havia lhe pagado pela construção do muro na cidade.