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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Górgona Medusa

     As três irmãs Górgonas - Medusa, Esteno e Euríale - eram filhas das antigas divindades marinhas, Fórcis e sua irmã, Ceto, monstros ctônicos de um mundo arcaico. Sua genealogia é partilhada com outro grupo de irmãs, as Greias, como é explicado na obra Prometeu Acorrentado, de Ésquilo, que situa ambos os trios de irmãs num lugar longínquo, "a terrível planície de Cistene":

     "Lá perto delas suas três irmãs feiosas, as Górgonas, aladas
Com cobras no lugar de cabelo — odiavam o homem mortal —"


   
     Medusa já foi uma mulher deslumbrante, que todos os homens da Grécia queriam possuir e todas as mulheres a invejavam. Mas medusa não podia se casar porque era sacerdotisa de Atena deusa da guerra e virgem, ela estava além dos desejos masculinos, por isso as servas do templo de Atena deveriam ser virgens. Mas Poseidon, enlouquecido pelo desejo, violentou a sacerdotisa virgem dentro do templo de Atena. A inocência de Medusa foi roubada e sua vida mudaria para sempre. Por ter profanado o templo da deusa, Atena despertou sua ira, mas não sobre Poseidon (como deus masculino, o que ele fez não a surpreendeu) aos olhos de Atena era medusa quem devia ser castigada. Ai então a vitima se tornaria a acusada. Atena roga uma sentença arrasadora sobre Medusa e então, Medusa de bela se torna um monstro.    
     Quem a olhasse se petrificaria

     Medusa se tornou uma criatura chamada górgona (no grego antigo - horrível)
     A mudança em sua aparência foi só o início do castigo, por causa do seu olhar petrificador, Medusa era um alvo. O guerreiro que a vencesse iria obter a maior arma de uma batalha, pois sua cabeça decepada ainda poderia petrificar. Por isso vários homens tentaram mata-la, mas todos falharam vítimas de seu olhar.


     Na maioria das versões do mito, enquanto a Medusa esperava um filho de Poseidon, deus dos mares, teria sido decapitada pelo herói Perseu, que havia recebido do rei Polidetes de Sérifo a missão de trazer sua cabeça como presente. Com o auxílio de Atena, de Hermes, que lhe forneceu sandálias aladas, e de Hades, que lhe deu um elmo de invisibilidade, uma espada e um escudo espelhado, o herói cumpriu sua missão, matando a Górgona após olhar apenas para seu inofensivo reflexo no escudo, evitando assim ser transformado em pedra. Quando Perseu separou a cabeça da Medusa de seu pescoço, duas criaturas nasceram: o cavalo alado Pégaso e o gigante dourado Crisaor.


     Na Odisseia Homero não menciona a Medusa especificamente pelo nome:

     "A menos que por minha ousadia Perséfone, a terrível,
Do Hades envie uma pavorosa cabeça de um monstro horrível."

    
     De acordo com Ovídio, no Noroeste da África, Perseu teria voado pelo titã Atlas, que segurava o céu em seus ombros, e o transformado em pedra. Oscorais do Mar Vermelho teriam sido formados pelo sangue da Medusa, derramado sobre algas quando Perseu colocou a cabeça num trecho do litoral, durante sua breve estada na Etiópia, onde salvou e se casou com a princesa Andrômeda. As víboras venenosas que infestam o Saara também foram citadas como sendo nascidas de gotas derramadas de seu sangue.



     Perseu voou então para Sérifo, onde sua mãe estava prestes a ser forçada a se casar com o rei Polidetes, que foi transformado em pedra ao olhar para a cabeça da Medusa. Perseu deu então a cabeça da Górgona para Atena, que a colocou em seu escudo, o Aegis.
     Algumas referências clássicas se referem às três Górgonas; Harrison considerava que o desmembramento da Medusa num trio de irmãs seria um aspecto secundário do mito:

"A forma tripla não é primitiva, é apenas um exemplo de uma tendência geral... que faz de cada deusa uma trindade, o que nos deu as Horas, as Graças, as Semnas, e diversas outras tríades. Parece imediatamente óbvio que as Górgonas não são realmente três, mas sim uma + duas. As duas irmãs que não foram mostras são meros apêndices existentes pelo costume; a Górgona verdadeira é a Medusa."


     Enquanto os antigos artistas gregos, ao pintar vasos e gravar relevos, imaginavam a Medusa e suas irmãs como tendo nascido com uma forma monstruosa, os escultores e pintores do século V a.C. passaram a visualizá-la como sendo bela, ao mesmo tempo que aterrorizante. Numa odeescrita em 490 a.C., Píndaro já falava da "Medusa de belas bochechas".


     Numa versão posterior do mito da Medusa, relatada pelo poeta romano Ovídio, a Medusa teria sido originalmente uma bela donzela, "a aspiração ciumenta de muitos pretendentes", sacerdotisa do templo de Atena. Um dia ela teria cedido às investidas do "Senhor dos Mares", Poseidon, e deitado-se com ele no próprio templo da deusa Atena; a deusa então, enfurecida, transformou o belo cabelo da donzela em serpentes, e deixou seu rosto tão horrível de se contemplar que a mera visão dele transformaria todos que o olhassem em pedra. Na versão de Ovídio, Perseu descreve a punição dada por Atena à Medusa como "justa" e "merecida".


     Existem ainda duas outras versões:

A PRIMEIRA conta que a Medusa, tentou competir com a deusa Atena em beleza, e está não suportando tal insulto, havia transformado a Medusa em uma criatura horrorosa, e seus cabelos que ela tanto amava, foram transformados em serpentes vivas. 

A SEGUNDA conta que Zeus havia seduzido a Medusa e levado ela até o templo de Atena e ali ele teria violentado a moça para logo em seguida abandona-la, o que causo a ira de Atena e que a transformou na criatura. 


      Na Antiguidade Clássica a imagem da cabeça da Medusa aparecia no objeto utilizado para afugentar o mal conhecido como Gorgoneion.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Íxion

     Íxion figura entre os três maiores vilões da mitologia grega, ao lado de Sísifo e Tântalo. Tanto a culpa de Tântalo quanto a justiça no castigo de Sísifo são questionáveis, contudo, não há argumentos capazes de defender Íxion.



     Íxion, filho de Flégias, descendente do deus-rio Peneu foi rei dos Lápitas, um povo que habitava a Tessália, próximo aos montes Pélios e Ossa. Tendo-se apaixonado por Dia, filha de Eioneu, prometeu-lhe seus cavalos em troca da mão de sua filha. Após o casamento, Íxion negou ao seu sogro os cavalos que lhe havia prometido, ao que este reagiu com a tomada à força do que lhe era devido, fazendo com que Íxion jurasse vingança. Não tendo conseguido decidir entre a morte e o sofrimento para seu sogro, Íxion optou por ambos: construiu uma câmara incendiária e camuflou-a em sua casa como um cômodo. Dioneu, tendo aceitado um convite de Íxion para uma reconciliação dirigiu-se à casa deste e caiu em sua armadilha.   
   

     Enquanto era incinerado, seus gritos de desespero levaram Íxion ao arrependimento, mas era tarde. Ao abrir a porta da câmara, Íxion se deparou com o corpo carbonizado de seu sogro.
     Após seu crime, o remorso fez com que Íxion enlouquecesse, e sua loucura o fez errar pelo mundo como mendigo. A única maneira de recobrar a sanidade seria submetendo-se a uma purificação para a expiação do crime, porém ninguém conhecia o ritual próprio para o caso, já que nunca antes ninguém havia assassinado um membro de sua própria família.


Íxion preso na roda.

     Ao ver o sofrimento de Íxion, Zeus apiedou-se. Restitui-lhe a sanidade e convidou-o a partilhar do banquete dos Deuses, convite que foi prontamente aceito pelo mortal. Tendo-se embriagado pelo néctar, Íxion passou a assediar a esposa de seu anfitrião, a deusa Hera . Esta, ao perceber as intenções do visitante alertou seu esposo a respeito das intenções de seu convidado. Ao que parece Zeus encontrava-se com um bom-humor anormal neste dia, pois, em lugar de irritar-se, achou divertida a situação, e para testar seu hóspede moldou sua própria esposa usando uma nuvem (néfele em grego), e deixou-a a sós com Íxion, que a possuiu. 




     Desse conúbio nasceu a raça dos Centauros, metade homens, metade cavalos. Todos os Centauros são descendentes de Íxion, exceto Quíron (preceptor de Aquiles entre outros) e Folo.
     Após ter possuído Néfele crendo ser esta a deusa Hera, Íxion despediu-se dos Deuses e voltou para a Terra e, tendo chegado, divulgou para os primeiros mortais que encontrou, que havia possuído a esposa do próprio Zeus. 


     Zeus, enfim, irritou-se ao ver a possibilidade de angariar a fama de ter sido traído por um mortal. Imediatamente Íxion foi fulminado por um raio e lançado no Tártaro, onde foi preso a uma roda em chamas e condenado a nela girar pela eternidade.

Centauro

     Na mitologia grega, os centauros  são uma criatura com a cabeça, braços e dorso de um humano e no corpo e pernas de um cavalo.



     Os centauros eram seres fantásticos, meio homens, meio cavalos, que habitavam as regiões próximas às montanhas e às florestas. Eles reuniam em si as características racionais dos seres humanos e as paixões inferiores, mas também alguns valores importantes dos cavalos, do ponto de vista da mitologia grega.
     Dizem as lendas que seu ancestral era Ixion, soberano dos lápitas, que viviam nas redondezas dos montes Pélion e Ossa, na Tessália. Eles eram socializados, mas eventualmente revelavam-se indomáveis e muito violentos. Ixion, o primeiro homem a liquidar um familiar, pertencia à linhagem de Peneu, o deus-rio, mas também podia ser integrante de outro ramo genealógico, o de Sísifo, de acordo com outra tradição cultural.



     Conta-se que Ixion foi condenado por crimes terríveis e perdoado por Zeus em um momento de extremo bom-humor. Acolhido no reino dos deuses, o criminoso revelou sua mais completa ingratidão ao cortejar Hera, esposa de seu benfeitor. Ainda em seus melhores momentos, o deus dos deuses gera uma nuvem com o formato da deusa, confere-lhe a existência e se distrai vendo seu rival desonrar a falsa Hera. Mas Ixion vai além e se orgulha diante de todos por ter alcançado seus objetivos escusos com a companheira de Zeus. É quando o condescendente deus esgota sua capacidade de tolerância e atira o infeliz no Hades – o qual corresponde ao inferno na visão mitológica -, fixo em uma roda que para sempre arderia em chamas.




     Desta ligação entre Ixion e a suposta Hera foi concebido um ser misto, meio homem e meio cavalo, o qual foi batizado como Centauro ou Kentauros, que depois daria origem a uma descendência assim caracterizada. Destes seres, apenas Quíron e Folo fogem ao estereótipo colérico de seus semelhantes. O primeiro foi fruto da união entre Cronos e Filira, filha do Oceano; o segundo provinha do relacionamento entre Sileno e a ninfa Melos. Portanto, nenhum dos dois era descendente de Ixion, resguardando-se assim de sua truculência.

     Quiron foi celebrizado pela sua dedicação à arte de curar. Ele era extremamente devotado à Humanidade, à prática do bem e da justiça. Alguns estudiosos afirmam que sua mãe se desgostou tanto por ter produzido uma criatura aparentemente monstruosa, que teria implorado aos deuses que a mantivessem à distância dessa provação, sendo assim convertida em tília, uma árvore que produz folhas e flores medicinais.    
     Outros insistem que a figura materna teria permanecido ao lado de seu filho em uma caverna, assessorando-o na formação de diversos jovens guerreiros.

     Ao crescer, Quiron teria acompanhado a deusa Diana em suas aventuras de caça. Assim ele teria conquistado o domínio de várias disciplinas, entre elas a botânica, astronomia, medicina e cirurgia. Ele se tornaria hábil na Medicina, transferindo depois suas técnicas a vários heróis gregos. Amigo de Hércules, ele foi acidentalmente atingido pelo companheiro, o que gerou um ferimento incurável. Desesperado com a dor, ele implora para se tornar um mortal, presenteando Prometeu com sua imortalidade. Mas é imortalizado de outra maneira, pois Zeus, em sua homenagem, o representa na esfera celestial com a Constelação de Sagitário.



     Outro centauro morto sem querer por Hércules foi Folo, seu grande amigo. Ao receber uma visita do herói, ele se alegra tanto que decide abrir uma garrafa de vinho para comemorar. Outros centauros, atraídos pelo aroma da bebida, invadem a casa onde eles se encontram e são alvejados pelo guerreiro que, em sua ânsia de vencê-los, acerta acidentalmente Folo, que não resiste e morre.

     Os centauros são conhecidos também por sua famosa participação no confronto com os Lápitas. O monarca de Pisa, Enomau, teria convidado alguns destes seres para o matrimônio de sua filha, a quem o pai destinara ao adversário que o vencesse em uma corrida de carros. Após eliminar vários de seus rivais, ele foi enganado por Piritos, que finalmente derrotou o sogro depois de Mirtilo, o cocheiro, ter arruinado as rodas do carro do rei.



     Durante a festa, o centauro Erítion bebe em demasia, tenta violar a noiva, no que é imitado por seus companheiros, dando início a uma terrível luta contra os homens. Os centauros remanescentes fogem então da Tessália. Muitos escritores da Antiguidade narraram este episódio sob a forma de poesia épica; vários artistas o retrataram em obras de arte concebidas para adornar os templos gregos.

     Cenas da batalha entre os Lápitas e os centauros foram esculpidas em baixo relevos no friso do Partenão, que estava dedicado à deusa da sabedoria Atena.



Cultura Popular



     Na popular série de livros de C. S. Lewis, As Crônicas de Nárnia os centauros são retratados como criaturas sábias e nobres. Eles são dotados de observação de estrelas, profecia, cura, e guerra, uma raça feroz e valente sempre fiel ao Alto Rei Aslan o leão.

Na série de J. K. Rowling, Harry Potter os centauros são retratados como seres inteligentes e orgulhosos. Centauros vivem na Floresta Proibida perto de Hogwarts. Embora diferentes daqueles observados em Nárnia, eles vivem em sociedades chamados rebanhos e são hábeis em cura, arco e flecha, profecia e astrologia. Apesar das representações no cinema, que incluem muito animalescos, características faciais, a reação das meninas de Hogwarts para Firenze sugere uma aparência mais clássica.

Na série de livros Percy Jackson e os Olimpianos de Rick Riordan Eles são vistos como os festeiros que usam muita gíria americana, que são considerados selvagens e sem civilização. Quíron é mais como os centauros clássicos(da mitologia grega), fiel, sendo treinador dos heróis e qualificados no tiro com arco e sábio com Percy.

Na série Fablehaven de Brandon Mull Os centauros são retratados como um grupo, orgulhoso elitista de seres que se consideram superiores a todas as outras criaturas. O quarto livro também tem uma variação da espécie chamada de Alcetauro, que é parte homem, parte de alce.

No livro de Michael Ende A História Sem Fim há Cairon um centauro sábio. Centauros são vistos no filme Fantasia (Disney)


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ciclopes

     Os ciclopes eram, na mitologia grega, gigantes imortais com um só olho no meio da testa que, segundo o hino de Calímaco, trabalhavam com Hefesto como ferreiros, forjando os raios usados por Zeus.
     Os ciclopes podem ser divididos em dois grupos de acordo com o tempo de existência: os ciclopes antigos (ou primeira geração) e os ciclopes jovens (nova geração).


     Eles aparecem em muitos mitos da Grécia, porém com uma origem bastante controversa. De acordo com sua origem, esses seres são organizados em três diferentes espécies: os urânios, filhos de Urano e Gaia, os sicilianos, filhos do deus dos mares Poseidon, e os construtores, que provêm do território da Lícia.

Os urânios

     Arges, Brontes e Estéropes são considerados os ciclopes mais antigos, descendendo de Urano e Gaia. Diz a lenda que, ao nascerem e por causa de seus enormes poderes, seu pai Urano, senhor dos céus, trancou-os no interior da Terra com seus irmãos, os hecatônquiros, gigantes de cem braços e cinquenta cabeças. Gaia, encolerizada por ter os filhos presos no Tártaro, incita-os a apoiar a guerra travada por cinco dos seis titãs, também seus filhos com Urano, a fim de tomar o trono do pai que, à época, governava o céu.   
     Os titãs vencem, porém os ciclopes são enviados novamente para o abismo do Tártaro.
Por vezes, Zeus, assim como seus irmãos Poseidon e Hades, libertava os ciclopes com a intenção de tê-los como aliados na guerra contra Cronos e os titãs. Os ciclopes, como bons ferreiros, forjaram armas mágicas e poderosas para os irmãos: Zeus recebera raios e relâmpagos, Poseidon, um tridente capaz de provocar terríveis tempestades, e Hades, o Elmo do Terror, que lhe dava invisibilidade.


     Tempos depois, quando os ciclopes já eram considerados ministros de Zeus e seus ferreiros permanentes, o grande deus percebeu uma ameaça no médico Asclépio, filho do deus Apolo. Asclépio, por meio de muito estudo, conseguiu fazer ressuscitar os mortos. Então, para que isso não causasse qualquer impacto com a ordem do mundo, Zeus decidiu exterminá-lo. Transtornado e ofendido com a ira de Zeus sobre seu filho, Apolo decidiu matar os ciclopes que fabricavam os seus raios. Há indícios de que não foram os ciclopes que morreram pelas mãos de Apolo, mas sim seus filhos.

Os sicilianos

     Essa raça é retratada nos poemas homéricos como gigantescos e insolentes pastores fora da lei, os quais habitavam a parte sudoeste da Sicília. Não se importavam muito com a agricultura e todos os pomares cultivados naquelas terras eram invadidos por eles, quando procuravam por comida. Registra-se que, por vezes, comiam até mesmo carne humana. Por este motivo, eram considerados como seres que não possuíam leis ou moral, morando em cavernas, cada um deles, com sua esposa e filhos, os quais eram disciplinados de forma bastante arbitrária pelos mesmos.


     Ainda segundo Homero, nem todos os ciclopes possuíam apenas um olho no centro da testa, entretanto Polifemo, que era considerado o principal dentre todos os outros, esse sim tinha apenas um olho em sua testa.
     Homero ressalta, ainda, que os ciclopes descritos em seus poemas não serviam mais a Zeus e desrespeitavam o grande deus.


Outro mito sobre os sicilianos


     Segundo Virgílio e Eurípedes, os ciclopes eram assistentes de Hefesto e trabalhavam dentro dos vulcões junto com o deus, tanto no Monte Etna, na Sicília, como em outras ilhas mais próximas. Os dois filósofos não os descreviam mais como pastores, mas como ferreiros que trabalhavam para os deuses e heróis, forjando suas armas. O poder dos ciclopes era tão grande que a Sicília, e outros locais mais próximos, conseguiam ouvir o som de suas marteladas quando trabalhavam na forja. Acredita-se que o número de ciclopes tenha aumentado, segundo os poetas, e que sua moradia tenha sido remanejada para a parte sudeste da Sicília.


     Há, ainda, um mito sobre os ciclopes mais jovens, ou nova geração. Tais ciclopes eram, também gigantes e tinham um olho em suas testas, porém, diferentemente das raças anteriores, eram pastores e viviam em uma ilha chamada Hypereia, conhecida entre os romanos como a Sicília. Foi exatamente um desses ciclopes, Polifemo, que Ulisses encontrou quando de sua viagem de regresso à Ítaca, seu lar.
     Diz-se que essa nova raça de ciclopes nasceu do sangue do deus Urano que espirrou sobre a Terra, Gaia. Entretanto, Polifemo não era filho de Urano e Gaia, mas de Poseidon com a ninfa Teosa.


Terceira espécie

     Diz-se que há, ainda, uma terceira raça de ciclopes, denominados construtores, provenientes do território da Lícia. Esses possuíam grande poder físico e não eram violentos. Seus trabalhos eram muito pesados e nenhum humano conseguiria realizá-lo tão facilmente. Suspeita-se de que esses ciclopes sejam os responsáveis pela construção das muralhas das cidades de Tirinto e Micenas.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cérbero

     Cérbero o cão de 3 cabeças que guarda as portas do mundo subterrâneo.
cérbero é o guardião das portas do submundo, ele protege o mundo interior não de invasões mais sim de fugas.


     Quando chegam as almas no submundo, com suas doenças ou espadas cravadas no peito cérbero os trata com doçura, mas se tentam sair o cão os ataca ferozmente já que estão mortos não podem morrer novamente pelo ataque mesmo assim sentem a dor dos dentes cravados em sua carne deteriorada.

     Alguns Dizem que hades criou cérbero outros dizem que cérbero tem um irmão assim como ele com três cabeças mas o irmão de cérbero não tem propósitos nefastos como cérbero, dizem que ele guarda uma ilha onde criaturas mágicas se aglomeram.

     Sendo cérbero o bicho de estimação de hades ele tinha seus privilégios carne humana em abundância força descomunal e imortalidade todos presentinhos de hades que por si só já era uma criatura poderosa.

     Por si só cérbero já é uma criatura poderosa mas hades o aprimorou pra que fosse perfeito e a perfeição de cérbero tornou hades mais poderoso por te-lo a seu lado.
     Cérbero, um cão monstruoso de três cabeças e cauda em forma de serpente, era filho de Equidna e de Tífão, portanto irmão de Ortro, da Hidra de Lerna e da Quimera. Ele guardava a entrada do Hades e permitia a entrada de todos, mas não deixava que ninguém saísse.



     Cérbero, vem da palavra Kroboros, que significa comedor de carne. Cérbero comia as pessoas. Um exemplo disso na mitologia é Pirítoo, que por tentar seduzir Perséfone, a esposa de Hades e filha de Deméter, deusa da fertilidade da Terra, foi entregue ao cão. Como castigo Cérbero comia o corpo dos condenados.


      A história mais conhecida de Cérbero



     O semi deus Hércules recebeu de Euristeu o trabalho de levar cérbero ate seu palácio, mas Euristeu o queria vivo sabendo que Hércules nunca o conseguiria.
     Hércules porem recorreu a proteção dos deuses que o acompanharam até os portões do tártaro onde Hércules negociou a visita de cérbero a Euristeu com o próprio deus do submundo hades, levando cérbero até micenas euristeu não acreditou no que viu e escondeu-se, e de longe eximiu Hércules de seus pecados(matar os próprios filhos) e o libertou de sua culpa assim o cão foi devolvido a hades sem sequer um arranhão.


Conheça os 12 Trabalhos de Hércules clicando aqui!


quinta-feira, 30 de maio de 2013

O inicio da mitologia grega

     No início dos tempos, Urano (céu) fazia seguidos filhos em Gaia (terra), mas, como não se afastava dela, seus descendentes, entre eles os titãs, permaneciam presos no ventre da mãe.

     Insatisfeita com a situação, Gaia incentivou um de seus filhos, o titã chamado Cronos, a decepar os órgãos genitais de Urano, fazendo com que este se afastasse dela.

     Essa metáfora mitológica é uma original maneira de explicar a separação entre o Céu e a Terra, que teria permitido o início da vida.




     Cronos - Filho de Urano e Gaia. O mais jovem dos Titãs. Se tornou senhor do céu castrando o pai.



     Junto com seu companheiro, Urano, Gaia gera: 




Oceano, água que cobria a Terra;
Céos, titã da inteligencia;
Crio, titã de forma desconhecida que representa o frio do inverno e os seres marítimos desconhecidos;
Hiperião, primeiro Deus do sol;
Jápeto, Deus da mortalidade(violenta) humana e relacionado ao trabalho artesanal;
Téia, deu à luz as divindades: Hélios, o Deus Sol, Selene, a Deusa Lua, e Eos, a Deusa Aurora;
Reia, Deusa terrestre, relacionada a partos fáceis;
Têmis, guardiã das leis e juramentos dos homens;
Mnemosine, Deusa da memória;
Febe, mais bonita dos titãs e é a Deusa da lua(cheia);
Tétis, é a Deusa da fecundidade que a água trás para a terra, criando vegetação, e
Cronos, Deus do tempo que passa sem atraso nem dó ;
Ciclopes, gigantes de um único olho e abobalhados, e
Hecatônkiros, criaturas de 100 braços.


     O mais jovem dos Titãs. Se tornou senhor do céu castrando o pai. Casou com Réia, e teve Héstia, Deméter, Hera, Hades e Poseidon.

    Como tinha medo de ser destronado, Cronos engolia os filhos ao nascerem.



  











   Comeu todos os filhos, exceto Zeus, que Réia conseguiu salvar enganando Cronos enrolando uma pedra em um pano, a qual ele engoliu sem perceber a troca.



     Mais tarde Zeus voltou, deu ao pai um remédio que o fez vomitar os filhos, e logo depois o destronou e baniu-o no tártaro. Cronos escapou e fugiu para a Itália onde reinou sobre o nome de Saturno.


     COMENTE sobre os pontos curiosos, estranhos e interessantes que vocês acharam no inicio da mitologia grega!

Os 12 trabalhos de Hércules

     Hércules se casou com Mégara e com ela teve dois filhos, um dia Hércules foi tomado por uma loucura causada por Hera e acabou matando seus filhos e esposa.
     Sentido-se culpado, Hércules foi até Delfos consultar o Oráculo, que o disse para ele ser escravo de seu primo Eristeu por 12 anos que ele encontraria o perdão, Eristeu era simpatizante de Hera e dela recebeu a idéia de 12 trabalhos muito perigosos, para dar a Hércules na esperança de mata-lo, mas não foi o acontecido.

     1º Trabalho: O LEÃO DA NEMÉIA. 


     Este foi o primeiro trabalho de Hércules  que consistia em uma tarefa "simples", matar o Leão da Neméia. Era simplesmente o maior leão e o mais furioso de toda a Grécia, também dotado de uma ferocidade sem precedentes. Matava qualquer um que ousasse cruzar seu caminho.
     Tão logo deu de cara com a fera, Hércules  sacou seu arco e simplesmente descarregou todas as flechas contra o animal, porém a pele do animal era muito grossa e isto impediu que as flechas penetrassem no animal. Logo ele largou o arco de lado, pegou a sua massa e partiu para cima da fera, e desferindo um poderoso golpe contra o osso da cabeça do animal, porém logo o golpe atingiu o alvo, sua massa se desfez como um pedaço de madeira contra uma serra, pois os ossos do leão eram de incrível dureza e resistência.
     O leão então fugiu para o interior da caverna, e lá ficou esperando outra investida do herói, ele então abandou todas as armas e resolveu enfrentar o leão com as próprias mãos, e assim se colocou na saída da caverna e esperou que o leão tentasse sai, imediatamente agarrou a fera pelo pescoço, com incrível força e rolou com o animal pelo chão, sufocando-o e só o largou quando o animal emitiu o ultimo suspiro.

     Feliz com sua vitória, ele arrancou do leão sua pele e passou a utiliza-la como vestimenta, e este acabou sendo seu traje mais comum.

     2º Trabalho: A Hidra de Lerna


     Após o seu primeiro trabalho ter sido bem sucedido Hércules  parte então para o segundo desafio, matar a Hidra de Lerna, um simples tarefas para o nosso herói  não fosse o fato de que a Hidra era dotada por varias cabeças, e que tinham a curiosa característica de se regenerar imediatamente ao corte, e tendo a cabeça do meio como imortal.
     Neste aventura Hércules segue com um serviçal, Lolaus, e deixou ele aguardando na beira do pântano onde vivia a hidra. Hércules avançou, e logo a hidra surgiu, enroscando nas pernas do herói e o deixou paralisado, Herácles pegou sua massa, e começou a esmagar as cabeças, uma após a outra, mas logo viu que as cabeças ressurgiam, imediatamente depois de serem esmagadas. Hércules então pediu a seu criado que acendesse um bastão de fogo, e o criado o lançou para o herói.
     E logo ele pegou o bastão, foi esmagando as cabeças e foi cauterizando os buracos que apareciam, de tal forma só restou a cabeça do meio. Esta era a mais perigosa, ele esmurrava com força a cabeça, mas sem conseguir matar a hidra, por fim ele decidiu erguer o animal e lança-lo no fundo do abismo, e erguendo uma imensa montanha lançou sobre o abismo, soterrando pra sempre a hidra.
Desta forma ele conseguiu derrotar a besta, porém mais tarde este seria um trabalho invalidado pois Herácles recebera ajuda do seu criado.

     3º Trabalho: A Captura Da Corsa


     Consistia em capturar a Corsa da deusa Diana,que era a divindade das caçadoras. Ela possuía cinco corsas, das quais, quatro ficavam atreladas ao seu carro, sendo que a quinta possuía chifres de ouro, e andava livremente pelos bosques.

     A missão de Hércules consistia em capturá-la e leva-la para o rei Euristeu. Porém nem sempre fácil e sinônimo de rápido, pois o herói gastou um ano inteiro a procura e captura do animal, pois este era mais arredio que a própria Diana, porém Hércules conseguiu com sucesso capturar a corsa aós persegui-la exaustivamente, a encontrou dormindo em uma relva próxima a uma calma lagoa, aproximando lançou uma flecha sobre os pés do animal para evitar que fugisse, chegou bem perto e prendeu-a junto a seu peito e então a levou para o rei Euristeu.

     4º Trabalho: O Javali de Erimanto


     O quarto trabalho consistia em capturar o Javali de Erimanto, era um javali monstruoso que assolava toda a região. Herácles então parte para sua missão, mas antes ele recebe de Apolo um novo arco, para substituir o seu, já muito usado, mas ele teria dito que não levaria o arco para não correr o risco de matar em sua missão. O herói então seguiu subindo as montanhas em direção ao local onde deveria encontrar o javali.
     Chegando ao monte Erimanto, Hércules começou a pensar sobre como capturaria a fera, então entrou em combate com o animal, e arrancando suas presas conseguiu subjuga-lo e assim pode conduzi-lo a Euristeu, que ao se deparar com a besta horrenda, correu para dentro de um tonel de bronze.

     Uma outra versão conta que Hércules havia preparado uma armadilha, e esperou pelo faminto javali sair de sua toca e cair na sua armadilha. Dai o herói teria lutado para domesticar a fera e só então levado ao rei.


     5º Trabalho: A Limpeza das Estrebarias de Áugias




     Acontece que as estrebarias de Áugias, jamais haviam sido limpas, Áugias era o proprietário de um enorme rebanho e nunca havia se quer pensado em executar a tarefa. O rei Euristeu, então enviou Hércules para realizar o mau cheiroso trabalho, porém deu-se o seguinte:

     Quando Hércules chegou lá, encontrou com Áugias, e fez uma aposta com ele, apostou que se realizasse o trabalho em um só dia, que o proprietário haveria de dar-lhe uma décima parte do rebanho, Áugias aceitou o acordo e foi embora. Hércules então meteu-se entre a sujeira e não se importando com o aspecto ou com o terrível cheiro seguiu carregando coisas para fora da estrebarias, mas percebeu que quanto mais sujeira ele tirava, mais ainda aparecia, tornando a tarefa muito dificil de ser completada em um dia como ele queria. Bem, nosso esperto herói resolveu então mudar de estrategia. Ele avistou um rio ali perto, e resolveu desviar o curso do rio, fazendo desaguar exatamente nas estrebarias.

     Quado o proprietário voltou mais tarde, encontrou suas estrebarias limpas e secas, pois o tempo fora mais que o suficiente para voltar o curso normal do rio e secar o lugar, mas Áugias, era um homem sem palavra e não cumpriu com sua parte no trato, Hércules não pensou duas vezes e estrangulou o homem.


     6º Trabalho: Os Pássaros de Estínfalo



     Tratava-se de um pântano espinhoso, que estava sendo assolado por aves negras que possuíam, asas, cabeças e bicos de ferro.
     Hércules chegou lá logo pela manhã, mas não encontrou nenhuma ave sequer sobrevoando a regiam, mas ele não se deu por vencido, retirando do seu bolso um par de címbalos (uma espécie de prato, instrumentos de percussão), e começou a toca-los bem forte, e imediatamente inúmeras aves surgiram acima do pântano, bloqueando a luz do sol, transformando o dia em noite. Então Hercules, ascendeu uma tocha e iluminou tudo, e chamou a atenção das aves, que começaram a descer violentamente contra ele. Ele sacou seu porrete e começou a desferir golpes a medida que as aves se aproximavam, abatendo de 8 a 10 aves por golpe, logo, após milhares de golpes, o pântano estava coberto pelas negras aves.

     Durante um bom tempo ele ainda iria ouvir o gralhar das aves, mas saiu de lá vitorioso, e pronto para mais uma tarefa, que ele parecia realizar todas sem a menor dificuldade.


     7º Trabalho: O Cinto de Hipólita




     Para este sétimo trabalho, o rei Euristeu, estava determinado a conseguir para a filha que não parava de tocar no assunto, o cinto e o véu da rainha das amazonas, Hipólita, então ordenou a Hércules que fosse buscar os objetos, objetos estes que haviam sido presentes do deus Ares, o deus da guerra, em reconhecimento por sua bravura e por seu valor em combate, pois não aguentava mais a filha insistentemente falando sobre aquilo.

     Hércules, sabendo que se tratava de uma mulher desta vez, resolveu ser cortês, conseguiu chegar são e salvo ao pais das amazonas, e lá foi muito bem recebido pela rainha e ele agiu da mesma forma tratando todos com gentilize e cortesia, desta forma a rainha resolveu cede-lhe os objetos ao qual ele havia ido buscar.


     8º Trabalho: Os Cavalos de Diomedes



     Desta vez Hércules deveria ir até Diomedes, filho de Ares e rei da Trácia e domesticar seus terríveis cavalos que segundo contam soltavam fogo pelas ventas. Diomedes era um homem cruel, tinha como principal diversão, lançar qualquer forasteiros para que seus cavalos pudessem mata-lo e devorá-lo em seguida. Mas para o herói isto nada representava, ele seguiu em direção a Trácia, chegando lá procurou por Diomedes, que foi pouco cortes e de imediato lançou os cavalos contra Hércules.


     O herói então deu um salto e caiu no lombo de um dos cavalos, e o amansou com tremenda e admirável facilidade, e foi pulando de cavalo em cavalo e fazendo o mesmo, e depois os conduziu para o estabulo, e lá tratou de de irrita-los bastante de antes de sair. Então retornando ao rei Diomedes, ele enfurecidamente perguntou a Hércules o que ele queria, Hércules então ergueu o rei com uma só mão, e o lançou no estábulo junto aos raivosos cavalos, e caminho ouvindo os gritos e relinchos dos animais, e assim estava completado mais um trabalho.

     9º Trabalho: Os Bois de Gerião




     Desta vez o trabalho de Hércules era roubar os bois do gigante Gerião, e leva-los a presença do Rei Euristeu. Sem mais delongas ele partiu para o ponto indicado pelo rei. Com muita dificuldade e depois de muito perguntar as pessoas, o herói chegou ao pais de Gerião. Ele já podia avistar ao longe o rebanho, que era guardado pelo gigante Euritião e pelo cão Ortro, irmão de Cérbero, o cão de três cabeças guardião da entrada de Hades. Tão logo Hércules fora avistado pelo cão, este acelerou em sua direção ao pescoço dele, porém o herói facilmente utilizando as mãos quebrou os pescoços do cachorro, e ainda teria dito que se fosse o irmão de Ortro que talvez tivesse alguma chance. Logo veio a vez do gigante Euritião, e que foi facilmente derrotado por Hércules.

     Vitorioso o herói já estava de saída com o rebanho, mas foi surpreendido pelo gigante proprietário do rebanho, e este era um adversário que se deveria respeitar, pois possuía 3 troncos, ou seja, eram três gigantes em um só.
     Então o gigante avançou, com seis braços, armado com três espadas e três escudos, seria um pareô difícil para Hércules agora, que por sua vez só estava com sua massa e seu escudo dado por Atena. Porém isto não causou nenhuma especie de temor ao herói, que após uma longa batalha, percebeu que da cintura para baixo o gigante era exatamente como ele, e utilizando-se de um poderoso golpe, atingiu uma das pernas do mostro e o derrubou no chão, e sem piedade esmagou todos os corpos do gigante vencendo a batalha.


     10º Trabalho: O Touro de Creta



     Este talvez seja um dos mais simples trabalhos realizado por Hércules. Como de costume, após receber a missão do rei Euristeu, nosso herói se dirigiu para Creta. A dificuldade desta tarefa, se dava ao fato de que Hércules precisava encontrar o tal touro no labirinto do rei Minos (que não era o mesmo no labirinto do minotauro). Após tanto procurar o touro, Hércules o encontrou, e sem dificuldades ele o subjugou, montou o touro e atravessou os mares em direção a terra do Ciclopes onde deveria entregar o touro, e assim o fez.

     Sim, está foi muito curta e breve, e vale aqui dizer que não foi nada inédita, afinal Teseu e até mesmo Jasão, haviam domado dois touros bem parecidos com estes.


     11º Trabalho: Os Pomos das Hespérides



     Quando o rei Euristeu explicou a Hércules sobre a sua penúltima missão, ele contou a ele que a história do casamento de Zeus e Hera, que na ocasião eles receberam de vários deuses maçãs de ouro, obtidas em uma árvore localizada no jardim das Hespérides. As Hespérides eram filhas do Titã Atlas. Bem a missão de Herácles consistia em conseguir os tais frutos para o rei.

     Partiu em direção a sua missão porém, diferentemente das outras vezes, desta vez ele não conseguia chegar em seu objetivo, e estava prestes a desistiu, porém em seu caminho ele encontra ninguém mais, ninguém menos que o titã Atlas, e então pensou que certamente ele deveria saber a localização da árvore. Herácles então perguntou ao velho, onde estava localizada a árvore, porém o titã não quis ceder a informação gratuitamente, mas o herói já estava preparado para isto, e se ofereceu para carregar o mundo no lugar do titã enquanto ele fosse buscar os frutos dourados. O titã então concordou e foi buscar os frutos.

     Depois de vários dias carregando o mundo nas costas, Hércules sentiu como deveria ser horrível para o titã. E finalmente pode avistar Atlas retornando com as maçãs douradas, mas então deu-se o seguinte:
     Atlas sentiu-se incrivelmente aliviado por não ter que carregar o todo aquele peso, começou a pensar que seria melhor deixar Hércules cuidar do peso do mundo. O titã chegou a contar a Hércules o que pretendia fazer, e este, para espanto de Atlas, concordou com a situação, pediu apenas para que antes fosse cumprir sua missão com as maçãs. Logo Atlas colocou o mundo nas costas novamente, Hércules foi embora e jamais voltará.


     12º Trabalho: Cérberus o cão do inferno




     O rei deu a Hércules a sua ultima missão, está que consistia em nada mais nada menos que capturar Cérberos, o cão guarda da entrada do Hades.
     Porém Hades, era irmão do pai de Hércules, Zeus, e o herói decidiu ir até ele contar o que tinha que fazer como medo de contrariar a vontade do deus. E assim, Zeus consentiu com a tarefa e impôs, uma condição que complicava ainda mais a situação, que era não ferir o cão durante a missão.


     No incio da sua viagem, ele estava acompanhado por Atena e por Hermes, chegou até a entrada do Hades, localizada na Lacônia. Depois de descerem por várias encostas, chegaram as margens do rio Aqueronte, o rio que corta o Hades, e que se acredita ser um dos afluentes do rio Styx. Hercules então começou a bater palmas para chamar Caronte, para iniciar a travessia.
     Os trés embarcaram e a medida que se afastavam da margem, o velho barqueiro resmungava dizendo que seu barco não fora feito para conduzir os vivos, e que estava virando um hábito este tipo de passageiro requisitar seus serviços. E de fato o barco estava quase à virar pois o peso era muito superior do que ele costumava carregar.


     A medida que se aproximava da outra margem, Hércules mal pode acreditar no que seus olhos mostravam, sua família estava esperando, e ele se encheu de felicidade e imediatamente os abraçou, e beijou e os pediu perdão pelo que havia feito. Depois disto, os viajantes seguiram em frente, em direção as portas do Hades, mas para surpresa deles, não encontraram Cérberos. O cão não estava lá, como se soubessem do intuito de Hércules, e Hades o tivesse mandado recolher para protege-lo. A medida que eles iam adentrando mais e mais no Hades, figuras que Hércules só conhecia de histórias iam aparecendo, Orfeu, Adônis, os irmãos Castor e Pólux entre outros tantos. Então pode-se ouvir um latido forte, e os viajantes foram em direção ao som.

     Chegaram então em frente ao trono de Hades, e ao seu lado estava Perséfone, esposa do deus dos mortos. Hades então surpreendeu Hércules, ao dizer que já sabia o intuito do herói, pois já havia sido informado por Zeus. Cérberos estava deitado aos pés de Hades, e lambeu a mão de seu dono em reconhecimento a sua proteção. Hades então teria dito a Hércules que deveria devolver o cão o mais rápido possível. O herói então foi buscar o cão, afinal ele não iria ir de bom grado, pois se tratava de um cão bem voraz, e após um confronto, conseguiu prender as três cabeças do cão de uma forma segura.
     Hércules conduziu o animal até o rei Euristeu, e Cérberos, tratou de deixar sua marca nele, dando três dentadas em uma das pernas. Após isto, Hércules, devolveu o cão ao seu dono, e encerrou sua epopeia em nome da redenção, pelo que havia feito a seus familiares.

     Depois de Hércules se libertar de Eristeu ele se apaixona por Lole e recebe de Dejanira, como presente de núpcias, uma túnica toda ensanguentada, ele põe, mas ele começa a sentir fortes dores e a túnica estava grudada em seu corpo, penetrando cada vez mais em seu corpo, Hércules não aguenta mais a dor e se joga numa fogueira, mas não acontece nada, então Hércules da seu incrível arco e flechas para um jovem chamado Filoctédes e pede desesperado que o mate, o jovem atende o recado, Hércules vai para o Olimpo onde seu pai o torna imortal.