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sábado, 1 de junho de 2013

Eros

     Eros, filho de Afrodite - a deusa do amor, era o cupido que atirava suas flechas do amor, deixando as pessoas apaixonadas.


     Era, geralmente, representado como um menino alado que carregava um arco e um carcás com setas. Os ferimentos provocados pelas setas que atirava despertavam amor ou paixão em suas vítimas.

     Outras vezes era representado vestido com uma armadura semelhante à de Ares, o deus da guerra, talvez para sugerir paralelos irônicos entre a guerra e o romance ou simbolizar a invencibilidade do amor.

     Embora fosse algumas vezes apresentado como insensível e descuidado, Cupido era, em geral, tido como benéfico em razão da felicidade que concedia aos casais, mortais ou imortais.
     No pior dos casos, era considerado malicioso pelas combinações que fazia, situações em que agia orientado por Afrodite.


     Lenda do amor trágico


"Se Deus Eros aqui estivesse 
jamais ia pensar em deixar 
suas flexas caírem no chão 
para aqui tal confusão causar.

Encantado do amor sensual
viajo nas curvas do seu corpo
sinuosas, tem dom de iludir
um descuido Thanatos se faz porto.

Um engano marcou toda a vida
um duelo de amor com a morte
que sempre seduz ate fascina.

Leva a jogar com a nossa sorte
o doce amargo dentro no ser
será mesmo, o amor morreu?"

(Rodolfo Andrade)



     Eros era o deus grego do amor. É um deus olímpico, filho de Afrodite e de Zeus, Hermes ou Ares, conforme as versões.
     Certa vez, Afrodite desabafado com Métis, queixou-se que seu filho continuava sempre criança. A deusa lhe explicou que era porque Eros era muito solitário. Haveria de crescer se tivesse um irmão.


     Afrodite deu a luz a Anteros que nasceu pouco depois e Eros ganhou um irmão e ai começou a crescer e a tornar-se robusto.


     Já Platão, descreve assim o nascimento de Eros:

"Quando nasceu Afrodite, os deuses banquetearam, e entre eles estava Poros (o Expediente), filho de Métis. Depois de terem comido, chegou Pínia (a Pobreza) para mendigar, porque tinha sido um grande banquete, e ela estava perto da porta. Aconteceu que Poros, embriagado de néctar, dado que ainda não havia vinho, entrou nos jardins de Zeus e, pesado como estava, adormeceu. Pínia, então, pela carência em que se encontrava de tudo o que tem Poros, e cogitando ter um filho de Poros, dormiu com ele e concebeu Eros. Por isso, Eros tornou-se seguidor e ministro de Afrodite, porque foi gerado durante as suas festas natalícias; e também era por natureza amante da beleza, porque Afrodite também era bela."




quinta-feira, 30 de maio de 2013

Hades

     Hades na mitologia grega, é o deus do mundo inferior e dos mortos. Equivalente ao deus romano Plutão, seu nome era usado frequentemente para designar tanto o deus quanto o reino que governa, nos subterrâneos da Terra.


     É considerado um deus da "segunda geração" pelos estudiosos, oriundo que fora de Cronos e de Reia, formava com seus cinco irmãos os Crônidas: as mulheres Héstia, Deméter e Hera, e os homens Poseidon e Zeus.

     Ele é também conhecido por ter raptado a deusa Perséfone, filha de Deméter, a quem teria sido fiel e com quem nunca teve filhos. A simbologia desta união põe em comunicação duas das principais forças e recursos naturais: a riqueza do subsolo que fornece os minerais, e faz brotar de seu âmago as sementes - vida e morte

     Hades costuma apresentar um papel secundário na mitologia, pois o fato de ser o governante do Mundo dos Mortos faz com que seu trabalho seja "dividido" entre outras divindades, tais como Thanatos, deus da morte, ou as Queres - estas últimas retratadas na Ilíada recolhendo avidamente as almas dos guerreiros, enquanto Thanatos surge nos mitos da bondosa Alceste ou do astuto Sísifo

     Como o senhor implacável e invencível da morte, é Hades o deus mais odiado pelos mortais, como registrou Homero (Ilíada 9.158.159). Platão acentua que o medo de falar o seu nome fazia usarem no lugar eufemismos, como Plutão (Crátilo 403a)


     O mito possui pequena influência moderna. Entretanto, foi objetivo de análises pela psicologia e adaptações cinematográficas; dentre essas últimas, a Disney recriou-o em dois momentos distintos, um em 1934 de forma experimental, e outro em 1997, como adversário de Hércules.





Thanatos

     Na mitologia grega, Thanatos, também referido como Thanatos, é a personificação da morte, enquanto Hades reinava sobre os mortos no mundo inferior. Assim como Hades para os gregos, tem uma versão romana (Plutão), Thanatos também tem a sua: Orco (Orcus em latim) ou ainda Morte (Mors). É conhecido por ter o coração de ferro e as entranhas de bronze.


Hipnos e Thanatos.

     Thanatos é filho, sem pai, de Nix, a noite, filha do Caos; ou, segundo outras versões, filho de Nix e Érebo, a noite eterna do Hades. Thanatos é a personificação da morte, que nascido em 21 de agosto, tinha essa data como o dia preferido para arrebatar as vidas, enquanto Hípnos é a personificação do sono. Os irmãos gêmeos habitavam os Campos Elíseos (País de Hades, o lugar do mundo subterrâneo).

     Segundo Homero, o deus Hipnos vivia em Lemmos e casou-se com Grácia Paitea que lhe fora concedida por Hera, em troca de seus serviços realizados. Hípinos é representado em foma humana e se transforma em ave antes de dormir. Também aparece representado na imagem de um jovem com asas que toca uma flauta cuja melodia faz os homens dormir e ao se locomover, deixa atrás de si, um rastro de névoa. Thanatos é representado por uma nuvem prateada que arrebatava a vida dos mortais. Também foi representado por homem de cabelos e olhos prateados. Seu papel na mitologia grega é acompanhado por Hades, o deus do mundo inferior. Thanatos é um personagem que aparece em inúmeros mitos e lendas, assim como a parece na história de Sísifo e do rei Midas, que por serem as mais importantes se dispersaram com maior facilidade.




Moiras (Parcas)

     Na mitologia grega as Moiras eram as três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses quanto dos seres humanos. Eram três mulheres lúgubres, responsáveis por fabricar, tecer e cortar o fio da vida dos mortais.




     Durante o trabalho, as Moiras fazem uso da Roda da Fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios. As voltas da roda posicionam o fio de cada pessoa em sua parte mais privilegiada, o topo; ou em sua parte menos desejável, o fundo, explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte de todos.

     As três deusas decidiam o destino individual dos antigos gregos e criaram Têmis, Nêmesis e as Erínias. Pertenciam à primeira geração divina originadas do Caos. As Moiras eram filhas de Nix (a noite) e assim como Nix, eram domadoras de deusas e homens. Moira, no singular, era inicialmente o destino. Na Ilíada representava uma lei que pairava sobre deuses e homens, pois nem Zeus estava autorizado a transgredi-la sem interferir na harmonia cósmica.

     Na Odisséia aparecem as fiandeiras. Os poetas da antiguidade descreviam as Moiras como donzelas de aspecto sinistro, de grandes dentes e longas unhas. Nas artes plásticas, ao contrário, aparecem representadas como lindas donzelas.

     "Podemos ser lançados à sorte como também ser lançados ao fracasso, e ao invés de reconhecermos que existe uma força que pode nos abater ou pode nos elevar, preferimos acreditar que as mudanças ocorrem devido ao acaso, ou por acidente." 



     As Moiras eram 3 e se chamavam:

•Cloto, em grego significa fiar, segurava o fuso e tecia o fio da vida. Junto de Ilítia, Ártemis e Hécate, Cloto atuava como deusa dos nascimentos e partos. Láquesis, em grego significa sortear, puxava e enrolava o fio tecido.

• Láquesis atuava junto com Tyche, Pluto, Moros e outros, sorteando o quinhão de atribuições que se ganhava em vida.

•Átropos, em grego significa afastar, ela cortava o fio da vida. Átropos juntamente a Thanatos, Queres e Moros, determinava o fim da vida.



     Os meses do calendário atual foram adaptados do antigo calendário lunar. Para os romanos, eram chamadas de Parcas e o significado do nome das Parcas vem do verbo parir, dar à luz. A gravidez humana dura nove luas e não nove meses. Portanto, a Nona lua, é a Parca que tece o fio da vida no útero materno.

     No antigo calendário romano, Dezembro era o décimo mês chamado de Decem, uma homenagem à deusa Décima, uma das Senhoras do Destino. A Décima lua, é a do nascimento, o cordão umbilical sendo cortado, o começo de uma vida terrena. Morta, é a Parca que preside a outra extremidade da vida, o próprio fim que pode acontecer a qualquer momento. Conta-se que elas eram cegas.



     As Moiras configuram a misteriosa lei que atua em nossas vidas; que mesmo sendo desconhecida e invisível determina as súbitas mudanças alterando os padrões pré-estabelecidos da vida. Em todas as nossas mudanças de vida, nunca paramos para pensar em suas causas, mas apenas pensamos em nossas próprias reações a tais mudanças.

     "Podemos ser lançados à sorte como também ser lançados ao fracasso, e ao invés de reconhecermos que existe uma força que pode nos abater ou pode nos elevar, preferimos acreditar que as mudanças ocorrem devido ao acaso, ou por acidente."


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Eros e Thanatus

     Eros, filho de Afrodite - a deusa do amor, era o cupido que atirava suas flechas do amor, deixando as pessoas apaixonadas. Ele carregava as flechas sempre consigo e numa tarde quente, cansado de brincar e sentindo muito calor, Eros abrigou-se em uma caverna fresca e escura. Querendo apenas descansar, Eros jogou-se displicentemente ao chão, tão descuidadamente que todas as suas flechas caíram.



     Eros não sabia mas estava na caverna de Thanatus, o deus da Morte. Quando ele acordou percebeu que suas flechas do amor tinham se misturado com as flechas do deus da Morte, que também estavam espalhadas no solo da caverna. Eram tão parecidas que Eros não conseguia distinguí-las, mas sabendo quantas flechas tinha levado consigo, ajuntou a quantidade certa e partiu.



     Naturalmente, Eros levou algumas flechas que pertenciam a Thanatus e deixou algumas das suas. E é assim que vemos, frequentemente, os corações dos velhos e dos moribundos atingidos pelas flechas do amor, e às vezes, vemos os corações dos jovens capturados pela Morte.

     Eros nos ensina a amar, a cultivar amizades autênticas, a apreciar as artes, as ciências e tudo de bom e belo que existe no mundo. Ele nos dá a energia necessária para sentir-nos motivados, cheios de entusiasmo e alegria, para conduzir a vida com sentido e contribuir com nossa parcela de talento para o progresso da humanidade.




Caronte

     Caronte é o barqueiro que leva as almas das pessoas mortas para o Hades, atravessando o rio Aqueronte, um rio de aguas turbulentas que delimitava o inferno. Ele é um velho muito magro, porem muito forte e só atravessava os mortos que fossem devidamente sepultados e cobrava por este serviço, dai vem o costume de sepultar os mortos com duas moedas sobre os olhos.     Caso uma a alma de alguem que nao tivesse tido acesso a um velório correto tentasse passar o Caronte o impediria, e este deveria vagar por cem anos, para cima e para baixo a margem do rio, até que pudesse enfim atravessar.



     Nenhum vivo poderia atravessar pelo barco de Caronte, a não ser que carregasse um ramo de acacia, arvore consagrada a Persefone, deusa rapidada por Hades para ser sua esposa. Além dele, só Morpheus, Hecate, Hermes e Thanatos tinham livre acesso ao mundo subterraneo e só alguns poucos mortais se arriscaram a atravessar como Hercules, Enéias e Orpheu.



     Caronte era muitas vezes retratado com uma máscara de bronze na qual ocultava sua verdadeira face macabra que faria os recém-mortos repensarem em entrar na barca.
     Filho de Erebus [deus da Escuridão] e Nix [deusa da Noite], Caronte recebeu esta tarefa após tentar roubar a Caixa de Pandora, no que foi surpreendido por Zeus. No início fazia a travessia junto a seu irmão gêmeo Corante.

     Corante notou que as gorjetas ficavam cada vez mais escassas, e quando haviam, eram valores muito menores que de costume. Começou a duvidar do irmão. Um dia descobriu que Caronte estava lhe roubando. Pegava a gorjeta antes que ele visse e desviava parte do faturamento para si. Brigaram por 13 meses [de 28 dias cada] e um dia.

     Os mortos perambulavam livremente pela terra durante este período, pois não havia quem os conduzisse para o Outro Mundo. No 365º dia, Caronte matou seu irmão, afogando-o no rio. O corpo de Corante se dissolveu e tingiu o rio de vermelho.