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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Sátiros

     Sátiros são Criaturas cujo corpo era parte humana e parte animal aparecem na mitologia de inúmeras culturas. Entre elas estão os sátiros e silenos da mitologia grega, e os faunos, seu correspondente entre os romanos.



     Sátiros, na mitologia grega, eram divindades dos bosques, montanhas e regiões agrestes, representados como homens-bodes ou homens-cavalos. Tinham uma longa cauda e o pênis em permanente ereção.
     Os Sátiros perseguiam as ninfas e mênades, movidos por desejo sexual insaciável. No período clássico, estavam intimamente associados ao culto a Dionísio.


     Sileno , filho do deus Pã na versão mais freqüente, além de pai dos sátiros e educador de Dionísio , era representado como um velho grotesco e sempre bêbado, porém sábio. Com o tempo, o termo sileno passou a designar os sátiros velhos.

     Os Sátiros eram Personificações da vitalidade animal, se distinguiam pela impulsividade, a luxúria e o amor à dança e ao vinho. Tais características determinaram a denominação científica de satiríase para a compulsão sexual masculina.

     Os Sátiros possuíam corpo de carneiro,cabeça de homem, orelhas pontudas, cabelos compridos e nariz achatado. De acordo com a mitologia grega, os sátiros acompanhavam o semideus Pan (protetor dos pastores) e o deus Dionísio (do vinho e das festas), vagando pelas montanhas e bosques da Grécia.

     Viviam nos campos e bosques e tinham relações sexuais com as ninfas, mas também com mulheres e rapazes humanos. Apreciavam a companhia de Dionísio, o vinho, a música e as orgias. Dançavam ao som de flautas, címbalos, castanholas e gaitas de foles.



     Dezoito dos Sátiros eram servos de dioniso: Pomenio (pastores), Thiaso (tropa religiosa), Hipcéros (grande chifre), Oréstes (montanhas), Flégraios (paixão ardente), Napeus (vales), Gemon (carregador), Licos (lobos), Fereus (bestas), Petreu (rochedos), Lamis (covas), Lenóbios (pisador de uvas), Ecirtos (satador), Oistros (frenético), Pronomios (antes da pastagem), Férespondo (oferta de bestas), Ampelos (videira) e Cisseus (coroa de heras).

     Os sátiros eram personagens obrigatórios dos "dramas satíricos", peças leves que o teatro grego apresentava como complemento e alívio cômico de uma trilogia trágica em honra de Dionísio, que abordava o tema central da série de tragédias sob um aspecto mais leve. Nos dramas satíricos, os heróis agem de maneira séria, mas seus atos são satirizados por comentários irreverentes e obscenos dos sátiros que os acompanham. 




terça-feira, 28 de maio de 2013

Ninfas

     Na mitologia grega, ninfas são qualquer membro de uma grande categoria de deusa -espíritos naturais femininos, às vezes ligados a um local ou objeto particular.
     São frequentemente alvo da luxúria dos sátiros. Em outros resumos as ninfas seriam fadas sem asas, leves e delicadas.

     Ninfas são a personificação da graça criativa e fecundadora na natureza.
     As ninfas são espíritos, habitantes dos lagos e riachos, bosques, florestas, prados e montanhas. Ninfa deriva do grego, significa "noiva", "velado", "botão de rosa", dentre muitos outros significados.

     São frequentemente associadas a deuses e deusas maiores, como a caçadora Ártemis, ao aspecto profético de Apolo, ao deus das árvores e da loucura Dionísio, ao aspecto pastoreador de Hermes.
     Uma classe especial de ninfas, as Melíades, foram citadas por Homero como as mais ancestrais das ninfas. Enquanto as demais ninfas são normalmente filhas de Zeus, as Melíades descendem de Uranus.


     Apesar de serem consideradas divindades menores, espíritos da menstruação, as ninfas são divindades às quais todo o mundo Helénico prestava grande devoção e homenagem, e mesmo temor.
     Embora não fossem imortais, as ninfas tinham vida muito longa e não envelheciam. Tinham ainda o dom de profetizar, curar e nutrir.


     As Ninfas aparecem muitas vezes como auxiliares de outras divindades, como são exemplo as ninfas de Circe, ou como ajudantes de certos deuses, particularmente Ártemis, ou mesmo de outras Ninfas de maior estatuto como Calipso.
     As Ninfas também aparecem bastante em lendas onde o amor é o motivo central, como as histórias de Eco e Calisto, e ainda onde o papel de mulher de um herói é de certa maneira tema recorrente, como são exemplos a lenda de Aegina e Aeacus ou a da Ninfa Taygete.


     Da união de Oceano e Tétis nasceram as Oceânidas, ninfas dos mares; Nereu (ovelho do mar) uniu-se a Dóris e nasceram as Nereidas, também ninfas marítimas; os Rios, unidos a elementos vários, geraram outras ninfas, como as Potâmidas, ninfas dos rios; Náiades, ninfas dos ribeiros e riachos; Crenéias e Pegéias, ninfas das fontes e nascentes; e as Limneidas, ninfas dos lagos e lagoas.



     Temos os seguintes tipos de Ninfas:

Oceânidas, ninfas do alto-mar.
Nereidas, ninfas dos mares internos.
Potâmidas, ninfas dos rios.
Náiades, ninfas dos ribeiros e riachos.
Crenéias, ninfas das fontes.
Pegéias, ninfas das nascentes.
Limneidas, ninfas dos lagos e lagoas.
Napéias, ninfas dos vales e selvas.
Oréadas, ninfas das montanhas e colinas.
Dríadas, ninfas das árvores e particularmente dos carvalhos.
Hamadríades, ninfas dos carvalhos.

Um tipo de ninfa são as Mélias ou Melíades, que nasceram do sangue de Úrano.