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quinta-feira, 14 de julho de 2016

E os Centímanos ajudam na guerra



Os Hecatônquiros, ou Centímanos, na mitologia grega, eram três gigantes filhos de Urano e Gaia e irmãos dos doze titãs e dos três ciclopes. Seus nomes eram Briareu ("o vigoroso" - também chamado Aigaion), Coto ("o furioso") e Giges ("o de grandes membros"). Possuíam cem mãos e cinquenta cabeças.
Logo após seu nascimento, Urano, horrorizado com a natureza monstruosa dos seres que havia gerado, escondeu-os nas profundezas do Tártaro. Cronos, cumprindo uma profecia do oráculo de Delfos, ajudou-os a escapar do Tártaro e a formar uma rebelião que culminaria com a castração de seu pai. Depois da queda de Urano, Cronos subiu ao poder e, julgando que não seriam mais necessários na terra, tornou a aprisionar os Centímanos no Tártaro.
Os Hecatônquiros foram novamente libertados do Tártaro por Zeus, que havia sido orientado pela avó deles Gaia de que eles poderiam ser decisivos na Titanomaquia, a guerra dos deuses olímpicos contra os titãs. Algumas histórias relatam que os Centímanos não tinham uma natureza má e que eram ótimos construtores. Como haviam sido injustiçados e traídos por Cronos, decidiram ajudar a Zeus com a promessa de libertação do castigo. Nessa guerra, os hecatônquiros lançaram centenas de enormes pedras contra os titãs, ajudando a destruir o castelo de Cronos e a derrotá-los.


Depois da vitória contra os titãs, Zeus, ao contrário de Urano ou Cronos, não aprisionou os Centímanos. Briareu ganhou uma morada nas profundezas do mar Egeu, enquanto Coto e Giges se estabeleceram em palácios no rio Oceano.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Hecat%C3%B4nquiros

terça-feira, 4 de junho de 2013

Íxion

     Íxion figura entre os três maiores vilões da mitologia grega, ao lado de Sísifo e Tântalo. Tanto a culpa de Tântalo quanto a justiça no castigo de Sísifo são questionáveis, contudo, não há argumentos capazes de defender Íxion.



     Íxion, filho de Flégias, descendente do deus-rio Peneu foi rei dos Lápitas, um povo que habitava a Tessália, próximo aos montes Pélios e Ossa. Tendo-se apaixonado por Dia, filha de Eioneu, prometeu-lhe seus cavalos em troca da mão de sua filha. Após o casamento, Íxion negou ao seu sogro os cavalos que lhe havia prometido, ao que este reagiu com a tomada à força do que lhe era devido, fazendo com que Íxion jurasse vingança. Não tendo conseguido decidir entre a morte e o sofrimento para seu sogro, Íxion optou por ambos: construiu uma câmara incendiária e camuflou-a em sua casa como um cômodo. Dioneu, tendo aceitado um convite de Íxion para uma reconciliação dirigiu-se à casa deste e caiu em sua armadilha.   
   

     Enquanto era incinerado, seus gritos de desespero levaram Íxion ao arrependimento, mas era tarde. Ao abrir a porta da câmara, Íxion se deparou com o corpo carbonizado de seu sogro.
     Após seu crime, o remorso fez com que Íxion enlouquecesse, e sua loucura o fez errar pelo mundo como mendigo. A única maneira de recobrar a sanidade seria submetendo-se a uma purificação para a expiação do crime, porém ninguém conhecia o ritual próprio para o caso, já que nunca antes ninguém havia assassinado um membro de sua própria família.


Íxion preso na roda.

     Ao ver o sofrimento de Íxion, Zeus apiedou-se. Restitui-lhe a sanidade e convidou-o a partilhar do banquete dos Deuses, convite que foi prontamente aceito pelo mortal. Tendo-se embriagado pelo néctar, Íxion passou a assediar a esposa de seu anfitrião, a deusa Hera . Esta, ao perceber as intenções do visitante alertou seu esposo a respeito das intenções de seu convidado. Ao que parece Zeus encontrava-se com um bom-humor anormal neste dia, pois, em lugar de irritar-se, achou divertida a situação, e para testar seu hóspede moldou sua própria esposa usando uma nuvem (néfele em grego), e deixou-a a sós com Íxion, que a possuiu. 




     Desse conúbio nasceu a raça dos Centauros, metade homens, metade cavalos. Todos os Centauros são descendentes de Íxion, exceto Quíron (preceptor de Aquiles entre outros) e Folo.
     Após ter possuído Néfele crendo ser esta a deusa Hera, Íxion despediu-se dos Deuses e voltou para a Terra e, tendo chegado, divulgou para os primeiros mortais que encontrou, que havia possuído a esposa do próprio Zeus. 


     Zeus, enfim, irritou-se ao ver a possibilidade de angariar a fama de ter sido traído por um mortal. Imediatamente Íxion foi fulminado por um raio e lançado no Tártaro, onde foi preso a uma roda em chamas e condenado a nela girar pela eternidade.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ciclopes

     Os ciclopes eram, na mitologia grega, gigantes imortais com um só olho no meio da testa que, segundo o hino de Calímaco, trabalhavam com Hefesto como ferreiros, forjando os raios usados por Zeus.
     Os ciclopes podem ser divididos em dois grupos de acordo com o tempo de existência: os ciclopes antigos (ou primeira geração) e os ciclopes jovens (nova geração).


     Eles aparecem em muitos mitos da Grécia, porém com uma origem bastante controversa. De acordo com sua origem, esses seres são organizados em três diferentes espécies: os urânios, filhos de Urano e Gaia, os sicilianos, filhos do deus dos mares Poseidon, e os construtores, que provêm do território da Lícia.

Os urânios

     Arges, Brontes e Estéropes são considerados os ciclopes mais antigos, descendendo de Urano e Gaia. Diz a lenda que, ao nascerem e por causa de seus enormes poderes, seu pai Urano, senhor dos céus, trancou-os no interior da Terra com seus irmãos, os hecatônquiros, gigantes de cem braços e cinquenta cabeças. Gaia, encolerizada por ter os filhos presos no Tártaro, incita-os a apoiar a guerra travada por cinco dos seis titãs, também seus filhos com Urano, a fim de tomar o trono do pai que, à época, governava o céu.   
     Os titãs vencem, porém os ciclopes são enviados novamente para o abismo do Tártaro.
Por vezes, Zeus, assim como seus irmãos Poseidon e Hades, libertava os ciclopes com a intenção de tê-los como aliados na guerra contra Cronos e os titãs. Os ciclopes, como bons ferreiros, forjaram armas mágicas e poderosas para os irmãos: Zeus recebera raios e relâmpagos, Poseidon, um tridente capaz de provocar terríveis tempestades, e Hades, o Elmo do Terror, que lhe dava invisibilidade.


     Tempos depois, quando os ciclopes já eram considerados ministros de Zeus e seus ferreiros permanentes, o grande deus percebeu uma ameaça no médico Asclépio, filho do deus Apolo. Asclépio, por meio de muito estudo, conseguiu fazer ressuscitar os mortos. Então, para que isso não causasse qualquer impacto com a ordem do mundo, Zeus decidiu exterminá-lo. Transtornado e ofendido com a ira de Zeus sobre seu filho, Apolo decidiu matar os ciclopes que fabricavam os seus raios. Há indícios de que não foram os ciclopes que morreram pelas mãos de Apolo, mas sim seus filhos.

Os sicilianos

     Essa raça é retratada nos poemas homéricos como gigantescos e insolentes pastores fora da lei, os quais habitavam a parte sudoeste da Sicília. Não se importavam muito com a agricultura e todos os pomares cultivados naquelas terras eram invadidos por eles, quando procuravam por comida. Registra-se que, por vezes, comiam até mesmo carne humana. Por este motivo, eram considerados como seres que não possuíam leis ou moral, morando em cavernas, cada um deles, com sua esposa e filhos, os quais eram disciplinados de forma bastante arbitrária pelos mesmos.


     Ainda segundo Homero, nem todos os ciclopes possuíam apenas um olho no centro da testa, entretanto Polifemo, que era considerado o principal dentre todos os outros, esse sim tinha apenas um olho em sua testa.
     Homero ressalta, ainda, que os ciclopes descritos em seus poemas não serviam mais a Zeus e desrespeitavam o grande deus.


Outro mito sobre os sicilianos


     Segundo Virgílio e Eurípedes, os ciclopes eram assistentes de Hefesto e trabalhavam dentro dos vulcões junto com o deus, tanto no Monte Etna, na Sicília, como em outras ilhas mais próximas. Os dois filósofos não os descreviam mais como pastores, mas como ferreiros que trabalhavam para os deuses e heróis, forjando suas armas. O poder dos ciclopes era tão grande que a Sicília, e outros locais mais próximos, conseguiam ouvir o som de suas marteladas quando trabalhavam na forja. Acredita-se que o número de ciclopes tenha aumentado, segundo os poetas, e que sua moradia tenha sido remanejada para a parte sudeste da Sicília.


     Há, ainda, um mito sobre os ciclopes mais jovens, ou nova geração. Tais ciclopes eram, também gigantes e tinham um olho em suas testas, porém, diferentemente das raças anteriores, eram pastores e viviam em uma ilha chamada Hypereia, conhecida entre os romanos como a Sicília. Foi exatamente um desses ciclopes, Polifemo, que Ulisses encontrou quando de sua viagem de regresso à Ítaca, seu lar.
     Diz-se que essa nova raça de ciclopes nasceu do sangue do deus Urano que espirrou sobre a Terra, Gaia. Entretanto, Polifemo não era filho de Urano e Gaia, mas de Poseidon com a ninfa Teosa.


Terceira espécie

     Diz-se que há, ainda, uma terceira raça de ciclopes, denominados construtores, provenientes do território da Lícia. Esses possuíam grande poder físico e não eram violentos. Seus trabalhos eram muito pesados e nenhum humano conseguiria realizá-lo tão facilmente. Suspeita-se de que esses ciclopes sejam os responsáveis pela construção das muralhas das cidades de Tirinto e Micenas.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cérbero

     Cérbero o cão de 3 cabeças que guarda as portas do mundo subterrâneo.
cérbero é o guardião das portas do submundo, ele protege o mundo interior não de invasões mais sim de fugas.


     Quando chegam as almas no submundo, com suas doenças ou espadas cravadas no peito cérbero os trata com doçura, mas se tentam sair o cão os ataca ferozmente já que estão mortos não podem morrer novamente pelo ataque mesmo assim sentem a dor dos dentes cravados em sua carne deteriorada.

     Alguns Dizem que hades criou cérbero outros dizem que cérbero tem um irmão assim como ele com três cabeças mas o irmão de cérbero não tem propósitos nefastos como cérbero, dizem que ele guarda uma ilha onde criaturas mágicas se aglomeram.

     Sendo cérbero o bicho de estimação de hades ele tinha seus privilégios carne humana em abundância força descomunal e imortalidade todos presentinhos de hades que por si só já era uma criatura poderosa.

     Por si só cérbero já é uma criatura poderosa mas hades o aprimorou pra que fosse perfeito e a perfeição de cérbero tornou hades mais poderoso por te-lo a seu lado.
     Cérbero, um cão monstruoso de três cabeças e cauda em forma de serpente, era filho de Equidna e de Tífão, portanto irmão de Ortro, da Hidra de Lerna e da Quimera. Ele guardava a entrada do Hades e permitia a entrada de todos, mas não deixava que ninguém saísse.



     Cérbero, vem da palavra Kroboros, que significa comedor de carne. Cérbero comia as pessoas. Um exemplo disso na mitologia é Pirítoo, que por tentar seduzir Perséfone, a esposa de Hades e filha de Deméter, deusa da fertilidade da Terra, foi entregue ao cão. Como castigo Cérbero comia o corpo dos condenados.


      A história mais conhecida de Cérbero



     O semi deus Hércules recebeu de Euristeu o trabalho de levar cérbero ate seu palácio, mas Euristeu o queria vivo sabendo que Hércules nunca o conseguiria.
     Hércules porem recorreu a proteção dos deuses que o acompanharam até os portões do tártaro onde Hércules negociou a visita de cérbero a Euristeu com o próprio deus do submundo hades, levando cérbero até micenas euristeu não acreditou no que viu e escondeu-se, e de longe eximiu Hércules de seus pecados(matar os próprios filhos) e o libertou de sua culpa assim o cão foi devolvido a hades sem sequer um arranhão.


Conheça os 12 Trabalhos de Hércules clicando aqui!


quinta-feira, 30 de maio de 2013

O inicio da mitologia grega

     No início dos tempos, Urano (céu) fazia seguidos filhos em Gaia (terra), mas, como não se afastava dela, seus descendentes, entre eles os titãs, permaneciam presos no ventre da mãe.

     Insatisfeita com a situação, Gaia incentivou um de seus filhos, o titã chamado Cronos, a decepar os órgãos genitais de Urano, fazendo com que este se afastasse dela.

     Essa metáfora mitológica é uma original maneira de explicar a separação entre o Céu e a Terra, que teria permitido o início da vida.




     Cronos - Filho de Urano e Gaia. O mais jovem dos Titãs. Se tornou senhor do céu castrando o pai.



     Junto com seu companheiro, Urano, Gaia gera: 




Oceano, água que cobria a Terra;
Céos, titã da inteligencia;
Crio, titã de forma desconhecida que representa o frio do inverno e os seres marítimos desconhecidos;
Hiperião, primeiro Deus do sol;
Jápeto, Deus da mortalidade(violenta) humana e relacionado ao trabalho artesanal;
Téia, deu à luz as divindades: Hélios, o Deus Sol, Selene, a Deusa Lua, e Eos, a Deusa Aurora;
Reia, Deusa terrestre, relacionada a partos fáceis;
Têmis, guardiã das leis e juramentos dos homens;
Mnemosine, Deusa da memória;
Febe, mais bonita dos titãs e é a Deusa da lua(cheia);
Tétis, é a Deusa da fecundidade que a água trás para a terra, criando vegetação, e
Cronos, Deus do tempo que passa sem atraso nem dó ;
Ciclopes, gigantes de um único olho e abobalhados, e
Hecatônkiros, criaturas de 100 braços.


     O mais jovem dos Titãs. Se tornou senhor do céu castrando o pai. Casou com Réia, e teve Héstia, Deméter, Hera, Hades e Poseidon.

    Como tinha medo de ser destronado, Cronos engolia os filhos ao nascerem.



  











   Comeu todos os filhos, exceto Zeus, que Réia conseguiu salvar enganando Cronos enrolando uma pedra em um pano, a qual ele engoliu sem perceber a troca.



     Mais tarde Zeus voltou, deu ao pai um remédio que o fez vomitar os filhos, e logo depois o destronou e baniu-o no tártaro. Cronos escapou e fugiu para a Itália onde reinou sobre o nome de Saturno.


     COMENTE sobre os pontos curiosos, estranhos e interessantes que vocês acharam no inicio da mitologia grega!

Tifão

     Tifão é um titã da mitologia a quem imputavam os gregos a paternidade dos ventos ferozes e violentos. É filho de Gaia e de Tártaro.
     No sincretismo com o mito egípcio de Osíris, Tifão era identificado com o gigante Seb, responsável pela seca do Nilo e deus da morte, e que por inveja da fecundidade daquele o matara, sendo vingado por seu filho Anúbis (identificado com Apolo).




     Junto à esposa Equidna foi pai de vários dos monstros que povoam as aventuras de heróis e deuses, como o Leão da Nemeia, combatido por Hércules, a Hidra de Lerna ou a Esfinge, na fusão com os mitos nilóticos, dos cães Ortros e Cérbero.

   
 Hesíodo descreve Tifão assim:


     "As vigorosas mãos desse gigante trabalhavam sem descanso, e os seus pés eram infatigáveis; sobre os ombros, erguiam-se as cem cabeças de um medonho dragão, e de cada uma se projetava uma língua negra; dos olhos das monstruosas cabeças jorrava uma chama brilhante; espantosas de ver, proferiam mil sons inexplicáveis e, por vezes, tão agudos que os próprios deuses não conseguiam ouvi-los; ora o poderoso mugido de um touro selvagem, ora o rugido de um leão feroz ; muitas vezes — ó prodígio! — o ladrar de um cão, ou os clamores penetrantes de que ressoavam as altas montanhas."





Luta contra o Olimpo



     A fim de dar cabo à vingança materna, Tifão começou a escalar o Monte Olimpo provocando a fuga dos seus moradores todos; os deuses se metamorfosearam em animais e fugiram para o Egito (razão pela qual, segundo os gregos, esse povo dava aos seus deuses configurações zoomórficas). 
Apolo tornou-se um falcão (Hórus), 
Hermes um íbis (Thoth), 
Ares um peixe (Onúris),
Ártemis uma gata (Neith ou Bastet),
Dioniso um bode (Osíris ou Arsafes),
Héracles um cervo,
Hefesto um boi (Ptah) e Leto um musaranho (Wadjet).
Apenas Atena teve coragem de permanecer na forma humana.


     Do Egito Zeus veio a se refugiar no Monte Cássio, na Síria, local em que enfrentou o gigantesco inimigo. Dali atingia Tifão com seus raios mas este consegue derrubá-lo e, com uma harpe, cortou-lhe os músculos dos membros e deles fazendo um pacote que guardou numa pele de urso. Os raios e os membros amputados foram confiados a Delfim - um dragão - no antro córciro, na Cilícia.

     No ataque Tifão invocara todos os dragões que, tantos eram, escureceram o dia. Tendo perdido seus raios Zeus propusera a Cadmo que, disfarçando-se em pastor, fizesse uma choupana e, com o som de sua flauta, atraísse o monstro.





     Atraído pela música, Tifão se aproxima; Cadmo (noutros mitos teria sido Hermes) finge estar assustado com os raios e o monstro, para acalmá-lo, deixa os relâmpagos numa caverna onde Zeus, fazendo baixar uma nuvem para não ser percebido, recupera suas armas e músculos.

     De posse novamente de seus poderes, Zeus força Tifão a fugir para o monte Nisa onde as Parcas dão-lhe de comer, pois estava esfomeado, frutos que lhe diminuem a força. Ainda em fuga chega à Trácia onde pelo tanto do sangue derramado deu nome ao monte Hemos.


     Ainda perseguido, vai Tifão para a Sicília e depois Itália onde Zeus, concentrando todas as forças, fulmina todas as cabeças do monstro que cai sobre a terra com estrondo, morto.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Atlas

     Atlas, era um dos filhos dos titãs Japeto e Climene, irmão de Prometeu, e pertencia à geração divina dos seres desproporcionais, monstruosos, a encarnação de forças da natureza que atuava preparando a terra para receber a vida e os humanos.


     Juntando-se a outros titãs, forças do caos e da desordem, pretendiam alcançar o poder supremo e atacaram o Olimpo, combatendo ferozmente Zeus e seus aliados, que eram as energias do espírito, da ordem e do Cosmos. Zeus trinfou e castigou seus inimigos - que eram escravos da matéria e dos sentidos, inimigos da espiritualização, lançando-os ao Tártaro.


     Porém para Atlas deu-lhe o castigo de sustentar para sempre nos ombros, o céu. Seu nome passou a significar "portador" ou "sofredor". Assim punido, passou a morar no país das Hespérides, as três ninfas do Poente: Eagle, Eritia, Hesperatetusa.

     Nas terras das Hespérides, Ninfas do Poente, estavam plantadas as maçãs de ouro, que tinham sido o presente de casamento, oferecido pela Terra, nas bodas de Zeus e Hera. A deusa as plantara no jardim dos deuses e, para proteger a árvore e os frutos, deixara sob a guarda de um dragão de cem cabeças e das três ninfas do Poente.

     Hércules em seus 12 trabalhos fora incumbido de trazer as maçãs de ouro, porém soube que somente Atlas conseguiria colhê-las. Hércules se propôs a segurar o céu enquanto Atlas colhia as maçãs e ele esperava entregar pessoalmente a Eristeu. Porém, Hércules o enganou, pedindo-lhe para voltar a segurar o céu enquanto ele guardava as maçãs, e fugiu. Por esse motivo, foram construidos os pilares de Hércules e Atlas foi libertado do seu fardo.

     Atlas passou a ser o guardião dos Pilares de Hércules, sobre os quais os céus foram colocados, e que também eram a passagem para o lar oceânico de Atlântida - o Estreito de Gibraltar, e por isso toda a cordilheira do norte da África, recebeu o nome de Cordilheira de Atlas. Tornou-se o primeiro rei de Atlântida, e por ser o Senhor das águas distantes, além do Mar Mediterrãneo, seu nome nomeou o oceano Atlântico.

     Casou-se com Pleione, tendo sete filhas, as Pleiades: Alcyone, Maia, Electra, Merope, Taigete, Celeno e Sterope. Por conhecer o caminho das terras distantes, na cartografia, passou a representar a coleção de mapas da Terra. E por ter sustentado o céu, deu-se o nome de Atlas à 1a. vertebra da coluna cervical - uma referência onde suportava o gigantesco peso a que fora condenado a suportar.

     O mito de Atlas representa o peso das dificuldades cotidianas que pesam sobre nossos ombros e, embora possamos considerar que sejam pesados demais, o que está sobre Atlas, a 1a. vertebra da coluna cervical, é apenas a nossa cabeça, que guarda a nossa mente.

     Atlas foi punido com o castigo de ter de carregar sobre os ombros toda a abóbada celeste. É representado carregando o globo terrestre. Hércules aliviou um pouco o seu sofrimento ao tomar por algum tempo o seu lugar enquanto Atlas ia atrás das maçãs das Hespérides, um dos doze trabalhos do famoso herói.

     O Atlas é ainda a Cordilheira que ergue-se para o céu, separando o norte da África do restante do continente.
Finalmente, na cartografia, Atlas é o coletivo de mapas, a coleção de cartas que representam o planeta Terra.
     Além de emprestar seu nome a estas acepções, Atlas nomeia a primeira vértebra da coluna cervical - uma clara referência ao local onde sustentava o gigantesco peso a que fora condenado suportar.

     

Segundo uma das versões existentes, Atlas foi posteriormente libertado de seu fardo e tornou-se guardião dos Pilares de Hércules, sobre os quais os céus foram colocados, e que também eram a passagem para o lar oceânico de Atlântida (o Estreito de Gibraltar). Seu nome passou a significar "portador" ou "sofredor". Outra versão conta que Perseu o petrificou mostrando lhe a cabeça que havia arrancado da Medusa, transformando o titã Atlas no que hoje é o Monte Atlas.