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domingo, 2 de junho de 2013

Hermafrodito

Hermafrodito era um deus grego, filho de Afrodite e de Hermes. Este representa a fusão dos dois sexos e não tem gênero definido. Teria nascido um menino extremamente bonito, que se transformou posteriormente num ser andrógino por haver se unido à ninfa Salmacis. Foi a partir deste mito que se batizou os conceitos de hermafrodita e hermafroditismo.
Hermafrodito era fruto de um romance adúltero entre Hermes e Afrodite, por isso ele foi criado pelas Ninfas das florestas da Frídia se tornando um jovem de extraordinária beleza. Ele não se interessava pelas mulheres, apenas queria viajar para conhecer o mundo e aventurar-se por terras desconhecidas. 



Seu mito mais famoso é encontrado nas Metamorfoses de Ovídio. Foi levado pelas ninfas até o Monte Ida, uma montanha sagrada da Frígia (no atual território da Turquia). Quando atingiu quinze anos, sentindo-se enfadado do lugar, viajou para as cidades da Lícia e de Cária. Estava nos bosques da Cária, perto de Halicarnasso quando parou para descansar à beira de um lago.

 A Ninfa Salmácis que reinava sobre aquelas águas apaixonou-se por ele e logo tendo-o visto, tentou seduzí-lo mas Hermafrodito não se deixou envolver pelos seus encantos. Sálmacis tentava obter o amor do rapaz por todos os meios, mas nada conseguia. 


          Remoída pelo despeito e consumida pelo desejo que cada dia se tornava mais intenso, Salmácis ficava de longe espiando entre as folhagens. Certo dia Hermafrodito resolveu se banhar nas águas. Quando Salmácis o viu dentro de seus domínios, despiu-se e entrou nas águas abraçando Hermafrodito. Aderindo ao corpo dele, ordenou às águas que os unisse para sempre e que jamais seus corpos se separassem. Imediatamente as águas se agitaram e começaram a girar em volta deles.

          Embora Hermafrodito tentasse se afastar, uma atração além de suas forças fez com que seu corpo se aderisse cada vez mais ao corpo da Ninfa. Subitamente ele compreendeu a intensidade do amor que ela sentia, um amor que se infiltrava por sua pele e invadia seu organismo. Assim ele deixou que seu corpo se fundisse ao corpo de Sálmacis até que os dois se transformaram em um único ser. 

          O momento da fusão definitiva causou-lhe êxtase tomando-lhe os sentidos, sendo homem e mulher, participando de uma única natureza, em equilíbrio, perfeito e completo, em um só ser ao mesmo tempo sendo dois. E assim ordenou que todos aqueles que se banhassem naquele lago, poderiam se tornar macho e fêmea, em um só corpo. Porém os homens evitavam de banhar-se naquele lago temendo perder a sua virilidade.




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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Sátiros

     Sátiros são Criaturas cujo corpo era parte humana e parte animal aparecem na mitologia de inúmeras culturas. Entre elas estão os sátiros e silenos da mitologia grega, e os faunos, seu correspondente entre os romanos.



     Sátiros, na mitologia grega, eram divindades dos bosques, montanhas e regiões agrestes, representados como homens-bodes ou homens-cavalos. Tinham uma longa cauda e o pênis em permanente ereção.
     Os Sátiros perseguiam as ninfas e mênades, movidos por desejo sexual insaciável. No período clássico, estavam intimamente associados ao culto a Dionísio.


     Sileno , filho do deus Pã na versão mais freqüente, além de pai dos sátiros e educador de Dionísio , era representado como um velho grotesco e sempre bêbado, porém sábio. Com o tempo, o termo sileno passou a designar os sátiros velhos.

     Os Sátiros eram Personificações da vitalidade animal, se distinguiam pela impulsividade, a luxúria e o amor à dança e ao vinho. Tais características determinaram a denominação científica de satiríase para a compulsão sexual masculina.

     Os Sátiros possuíam corpo de carneiro,cabeça de homem, orelhas pontudas, cabelos compridos e nariz achatado. De acordo com a mitologia grega, os sátiros acompanhavam o semideus Pan (protetor dos pastores) e o deus Dionísio (do vinho e das festas), vagando pelas montanhas e bosques da Grécia.

     Viviam nos campos e bosques e tinham relações sexuais com as ninfas, mas também com mulheres e rapazes humanos. Apreciavam a companhia de Dionísio, o vinho, a música e as orgias. Dançavam ao som de flautas, címbalos, castanholas e gaitas de foles.



     Dezoito dos Sátiros eram servos de dioniso: Pomenio (pastores), Thiaso (tropa religiosa), Hipcéros (grande chifre), Oréstes (montanhas), Flégraios (paixão ardente), Napeus (vales), Gemon (carregador), Licos (lobos), Fereus (bestas), Petreu (rochedos), Lamis (covas), Lenóbios (pisador de uvas), Ecirtos (satador), Oistros (frenético), Pronomios (antes da pastagem), Férespondo (oferta de bestas), Ampelos (videira) e Cisseus (coroa de heras).

     Os sátiros eram personagens obrigatórios dos "dramas satíricos", peças leves que o teatro grego apresentava como complemento e alívio cômico de uma trilogia trágica em honra de Dionísio, que abordava o tema central da série de tragédias sob um aspecto mais leve. Nos dramas satíricos, os heróis agem de maneira séria, mas seus atos são satirizados por comentários irreverentes e obscenos dos sátiros que os acompanham. 




     Pã, antiga divindade, era o guardião dos rebanhos e tinha por missão fazê-los multiplicar. Deus dos bosques e dos pastos, protetor dos pastores, veio ao mundo com chifres e pernas de bode. Filho de Dríope, uma das Plêiades, e de Hermes, o mensageiro dos deuses, sendo considerado o deus intermediário, era natural que estabelecesse a transição entre os deuses de forma humana e os de forma animal.


     Pã foi abandonado por sua mãe no nascimento, assustadíssima com sua esquisita conformação, com pés de bode e chifres na testa e barba espessa. Quando Hermes levou o filho ao templo, todos do Olimpo ridicularizaram a criança. Em vista disto, Hermes pediu que a criança nunca o chamasse de pai.

     Pã era temido por todos aqueles que necessitavam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia provocava pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que eram atribuídos a Pã; daí o nome pânico. Os latinos chamavam-no também de Fauno e Silvano.

     As ninfas zombavam incessantemente de Pã em virtude do seu rosto repulsivo, ele tomou a decisão de nunca amar. Porém um dia desejando lutar corpo a corpo com Eros, foi vencido e abatido diante das ninfas que riam. 
     Percorrendo os bosques encontrou a ninfa Syrinx que jamais quisera receber homenagens das divindades e só tinha uma paixão: a caça. Aproximou-se dela e, como nos costumes campestres, lhe cortejou. Porém Syrinx, pouco sensível às declarações de amor saiu correndo e vendo-se detida, rogou ajuda às suas irmãs ninfas.

     Quando Pã quis abraçá-la, ela foi transformada em caniços. Suspirando sobre os caniços agitados, Pã ouviu um som e criou a flauta syrinx. O Cupido lhe anunciou que os sons amorosos da flauta atrairia, apesar de sua aparência grotesca, as belezas que o desdenhavam. Com efeito, em breve, os melodiosos acordes atraíram de toda parte as ninfas que vinham dançar em volta do deus chifrudo. A ninfa Pítis mostrava-se tão enternecida, que Pã renascia com a esperança, crendo que o seu talento faria com que fosse esquecido o rosto.

     Sempre tocando a flauta de sete tubos, começou a procurar lugares solitários e percebeu, finalmente, um rochedo escarpado no alto do qual resolveu sentar-se. Pítis segue-o e para melhor ouvi-lo, aproxima-se cada vez mais. Pã vendo-a tão perto, julga o momento oportuno para lhe falar. Pítis era amada por Bóreas, o terrível vento do norte, que naquele instante soprava com grande violência. Vendo a amada, teve um acesso de ciúme e não se contendo, soprou com tal impetuosidade que a ninfa caiu no precipício. Imediatamente o corpo de Pitis foi transformado em pinheiro. Pitis em grego significa pinheiro, consagrada a Pã. Por esse mesmo motivo, nas representações figuradas, a cabeça de Pã está coroada de ramos de pinheiro.


     O destino de Pã era amar sem que nunca conseguir se unir à criatura amada. Continuando a fazer música na montanha, ouviu no fundo do vale uma terna voz que parecia repetir-lhe os acordes. Era a voz da ninfa Eco, filha do Ar e da Terra. Embora a seguisse e ela respondesse, ele nunca conseguia alcança-la. Assim Pã residia em grutas e vagava pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas, trazendo sempre consigo uma flauta.

     Pã estava com outros deuses e surgiu Tífão, inimigo dos deuses. O medo transformou cada um dos deuses em animais e Pã assustado, mergulhou num rio e disfarçou assim metade de seu corpo, sobrando apenas a cabeça e a parte superior do corpo, que se assemelhava a uma cabra. Zeus considerou uma estratégia muito esperta e, como homenagem, transformou Pã na constelação de Capricórnio.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Ninfas

     Na mitologia grega, ninfas são qualquer membro de uma grande categoria de deusa -espíritos naturais femininos, às vezes ligados a um local ou objeto particular.
     São frequentemente alvo da luxúria dos sátiros. Em outros resumos as ninfas seriam fadas sem asas, leves e delicadas.

     Ninfas são a personificação da graça criativa e fecundadora na natureza.
     As ninfas são espíritos, habitantes dos lagos e riachos, bosques, florestas, prados e montanhas. Ninfa deriva do grego, significa "noiva", "velado", "botão de rosa", dentre muitos outros significados.

     São frequentemente associadas a deuses e deusas maiores, como a caçadora Ártemis, ao aspecto profético de Apolo, ao deus das árvores e da loucura Dionísio, ao aspecto pastoreador de Hermes.
     Uma classe especial de ninfas, as Melíades, foram citadas por Homero como as mais ancestrais das ninfas. Enquanto as demais ninfas são normalmente filhas de Zeus, as Melíades descendem de Uranus.


     Apesar de serem consideradas divindades menores, espíritos da menstruação, as ninfas são divindades às quais todo o mundo Helénico prestava grande devoção e homenagem, e mesmo temor.
     Embora não fossem imortais, as ninfas tinham vida muito longa e não envelheciam. Tinham ainda o dom de profetizar, curar e nutrir.


     As Ninfas aparecem muitas vezes como auxiliares de outras divindades, como são exemplo as ninfas de Circe, ou como ajudantes de certos deuses, particularmente Ártemis, ou mesmo de outras Ninfas de maior estatuto como Calipso.
     As Ninfas também aparecem bastante em lendas onde o amor é o motivo central, como as histórias de Eco e Calisto, e ainda onde o papel de mulher de um herói é de certa maneira tema recorrente, como são exemplos a lenda de Aegina e Aeacus ou a da Ninfa Taygete.


     Da união de Oceano e Tétis nasceram as Oceânidas, ninfas dos mares; Nereu (ovelho do mar) uniu-se a Dóris e nasceram as Nereidas, também ninfas marítimas; os Rios, unidos a elementos vários, geraram outras ninfas, como as Potâmidas, ninfas dos rios; Náiades, ninfas dos ribeiros e riachos; Crenéias e Pegéias, ninfas das fontes e nascentes; e as Limneidas, ninfas dos lagos e lagoas.



     Temos os seguintes tipos de Ninfas:

Oceânidas, ninfas do alto-mar.
Nereidas, ninfas dos mares internos.
Potâmidas, ninfas dos rios.
Náiades, ninfas dos ribeiros e riachos.
Crenéias, ninfas das fontes.
Pegéias, ninfas das nascentes.
Limneidas, ninfas dos lagos e lagoas.
Napéias, ninfas dos vales e selvas.
Oréadas, ninfas das montanhas e colinas.
Dríadas, ninfas das árvores e particularmente dos carvalhos.
Hamadríades, ninfas dos carvalhos.

Um tipo de ninfa são as Mélias ou Melíades, que nasceram do sangue de Úrano.