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domingo, 2 de junho de 2013

Homossexualidade na Mitologia grega

     Desde o início da história escrita, centenas de culturas, mitos, folclores e textos sagrados têm incorporado temas homoeróticos e de identidade de gênero. Assim, desde esses tempos mais remotos, muitos mitos narravam estórias envolvendo homossexualidade, bissexualidade ou transgenerismo como símbolo de experiências míticas e/ou sagradas.



     Casais de homem com homem e mulher com mulher eram comuns na Grécia. Havia até mitos para explicar a origem da pederastia, a relação entre homens maduros e jovens: o primeiro dizia que Orfeu, um dos seres da mitologia grega, acabou se apaixonando por adolescentes depois que sua mulher, Eurídice, morreu. Outra lenda afirma que a pederastia começou com o músico Tamíris, que foi seduzido pelo belo Jacinto.





     A mitologia greco-romana possui diversas narrativas de histórias de amores entre seres do mesmo sexo. Esses mitos têm sido considerados fundamentalmente influentes na literatura ocidental LGBT, sendo constantemente adaptados, republicados e reescritos, e de fato suas figuras são muitas vezes vistas como ícones. O lesbianismo, no entanto, quase não é encontrado nos mitos greco-romanos, embora destaca-se o de Zeus (Artemis) e Calisto.


     O deus patrono dos hermafroditas e travestis é Dionísio, deus gerado na coxa de Zeus, seu pai, depois de sua mãe morrer esmagada pela forma verdadeira de Zeus.Também há deuses considerados patronos do amor entre homossexuais homens, como o amor da deusa Afrodite e os deuses em sua comitiva, tais como Eros, Himeros e Pothos. Eros também faz parte de uma trindade de deuses que desempenharam papéis nas relações homoeróticas, junto com Hércules e Hermes, que concedeu qualidades de beleza e fidelidade, a força e a eloquência, respectivamente, para os amantes do sexo masculino. Na poesia de Safo, Afrodite é identificada como patrona das lésbicas.




     Temos também a história de Tirésias, adivinho cego da Aeona, que conhecia "os dois lados do amor/de Vênus" (tendo mudado de sexo duas vezes e vivido sete anos como mulher); numa história retomada e preservada pelo poeta romano Ovídio em sua Metamorfoses, Júpiter e Juno discutem quem tem mais prazer sexual, o homem ou a mulher, ao que o deus diz que as mulheres sentem maior prazer e Juno discorda, concordando, ambos, em pedir a opinião do adivinho que, dando razão à Júpiter ao afirmar que realmente as mulheres sentem maior prazer sexual que os homens, provoca a ira de Juno, que o cega.





     Hermafrodito, por sua vez, era filho de Afrodite e Hermes e, por representar a fusão dos dois sexos, não tem gênero definido, sendo um belo exemplo do transgenerismo. Preservado também na mitologia romana, seu relato mais famoso é o da Metamorfoses de Ovídio, em que a náiade Salmacis se apaixona por ele e roga aos deuses que se juntem, misturando-se numa forma intersexual. Alguns autores referem-se que tinha cabelos longos e seios de mulher, e estudiosos notam que, embora seja portador dos dois sexos, ao contrário do seres andróginos (que ainda possuem desejos sexuais) ele é impotente e assexuado, daí seu desprezo por Salmacis.  

     O deus Pã, por sua vez, que vivia nas matas, engajava-se em relacionamentos com ninfas, meninas e também com meninos; sua presença causava pânico, palavra que deriva de seu nome.



A sociedade grega antiga



     Na Grécia antiga, o homossexualismo estava também ligado às tradições militares. A prática era aliada aos bons e leais soldados, a amizade viril entre militares fazia-os mais leais e unidos uns aos outros. Naquela sociedade, composta por uma grande maioria de soldados, acreditava-se que o envolvimento sexual e emotivo entre os militares fazia com que estivessem mais dispostos a dar a vida uns pelos outros, fazendo deles guerreiros ferozes e leais. Portanto, a iniciação com homens experientes poderosos, era fundamental na educação sexual e militar dos soldados.


     Os heróis soldados da Grécia, traziam os mitos com lendas que relacionavam a coragem ao homossexualismo. É o caso de Herácles, o maior herói da mitologia grega. Filho de um incesto de Zeus com a mortal Alcmena, o herói sofreu a vida inteira com a perseguição de Hera, levando-o à loucura, às grandes aventuras, à morte e finalmente, à ascensão ao Olimpo, já como imortal.
     Várias passagens do mito de Herácles trazem a sua força viril, que conta, teria engravidado as cinqüenta filhas de Téspio, rei da Beócia, gerando cinqüenta varões. Mas o amor homossexual ronda o mito, sendo aceito em algumas variações da lenda o seu relacionamento com o sobrinho Iolau, que o ajudou em alguns dos seus trabalhos. Iolau foi presenteado por Herácles com uma esposa, a bela Mégara. Herácles e Iolau tornaram-se símbolo da fidelidade entre casais masculinos, que ao pé da suposta tumba do amante de Herácles  faziam juras e promessas. As Ioléias, jogos ginásticos e eqüestres celebrados em Tebas, reverenciavam o amor de Herácles e Iolau, presenteando os vencedores com armas e vasos de bronze.
Além de Iolau, outros amantes foram atribuídos a Herácles,  Filoctetes, Jasão, Teseu e, o mais recorrente nas lendas, Hilas. 

     Segundo a lenda, na famosa expedição dos Argonautas, símbolo da expansão grega sobre o Mar Negro e às terras ao redor, Herácles foi acompanhado pelo belo Hilas, por quem se apaixonou ardorosamente. Os dois mantiveram-se inseparáveis durante toda a aventura. Seriam separados quando a nave Argos parou em Mísia, na Ásia Menor. Ali, as Naiades, ninfas dos lagos e das fontes, encantaram-se pela beleza reluzente de Hilas.      

     Envolvidas pelo fascínio e pela paixão, elas atraíram o belo jovem até um lago, raptando-o e sumindo com ele. Desesperado, Herácles abandonou a expedição para encontrar o amado. Gritava com a voz embargada pela dor da perda. Foi inútil a procura, Hilas jamais foi visto uma outra vez por qualquer mortal. Restava ao grande Herácles chorar a dor da perda do amado.




     Aquiles foi considerado o maior guerreiro da mítica Guerra de Tróia. O mais valente e feroz de todos os soldados gregos. Sua força viril contrastava com a vulnerabilidade do calcanhar, única parte do corpo que não era imortal, e com a sua instabilidade emocional. A sua amizade de Pátroclo era um elemento essencial da sua força, imprescindível também, para a força dos soldados gregos. Era esta amizade que se via como o verdadeiro ideal, esta amizade masculina levada ao extremo criou as condições para que o homossexualismo tomasse lugar de honra na sociedade grega. Criados juntos desde a infância, Pátroclo e Aquiles são inseparáveis.      
     Quando Agamenão ofende Aquiles e este abandona os campos de batalha, será a morte de Pátroclo, que o fará voltar, com uma grande sede de vingança. Usando a armadura de Aquiles, Pátroclo é morto por Heitor, o maior guerreiro troiano. O corpo de Pátroclo é deixado nu no campo de batalha, e a armadura de Aquiles roubada. Enlouquecido pela morte do amigo, Aquiles toma-lhe o corpo nu, carregando-o como o troféu da dor. Furioso com a morte do amigo, Aquiles voltará aos campos, matará Heitor e muitos troianos, lutando até a morte.
     
     Ainda em Tróia, Aquiles apaixona-se por Troilo, o mais novo dos príncipes troianos, filho de Príamo. A profecia dizia que, se Troilo chegasse à idade madura, Tróia jamais sucumbiria. Troilo é perseguido pelos gregos. Quando Aquiles depara-se com ele, fica irremediavelmente encantado com a sua beleza, apaixonando-se e oferecendo-lhe o seu amor. Mas Troilo recusa o afeto do herói grego, fugindo para o templo de Apolo.  
     Inconformado com a rejeição, Aquiles executa o príncipe troiano no altar do templo. A execução de Troilo garante a vitória dos gregos sobre os troianos. 



     


     Finalmente Teseu, o herói militar mais valente e famoso de Atenas, matador do Minotauro, viveu amores por iguais, tendo nutrido uma paixão por Herácles  a quem ajudou a derrotar os centauros em uma batalha sangrenta. Teseu era amigo inseparável de Pirítoo, com quem teria vivido uma relação de amantes. Juntos, urdiram raptar Perséfone, esposa de Hades, o senhor do mundo subterrâneo, para que Pirítoo a desposasse.  
     Como castigo pela audácia, os deuses aprisionaram os amigos no hades por quatro anos. Teseu seria libertado pelo amigo Herácles  quando tentou libertar Pirítoo, foi impedido por Zeus. Pirítoo despediu-se do amigo, ficando encerrado para sempre no mundo dos mortos, enquanto que Teseu continuou a sua jornada pela terra, como um dos maiores heróis da Grécia antiga.

Os Amores de Apolo


     Apolo tornou-se o deus mais popular de toda a Grécia antiga. Era o deus protetor da arte, da luz, da medicina, entre várias designações. Era tido como o deus da beleza perfeita e ideal perseguida pelos gregos. A prática de esportes era uma tradição na Grécia antiga, tendo Apolo como o deus protetor. Nos ginásios desportivos, os atletas praticavam exercícios totalmente nus. Era na prática da ginástica que muitos romances nasciam entre homens.

     O mito de Apolo descreve intensamente a prática da ginástica com os seus amantes, mostrando uma virilidade que se buscava nos corpos nus dos ginásios. Um dos famosos amores homossexuais do deus foi Ciparisso, filho de Telefo e Jacinta. Apolo venerava a beleza do seu amado, fazendo-se terno e apaixonado.  
     Juntos praticavam a corrida e o arremesso de dardos. Os corpos nus e perfeitos dos amantes corriam ao sol por entre os bosques. Um dia Apolo presenteou o jovem amante com um cervo. Ciparisso apegou-se àquele animal, fazendo-o sagrado. Certa vez, ao jogar os dardos com Apolo, feriu, por acidente, mortalmente o cervo.      
     Ciparisso ficou inconsolável, sendo acometido de uma tristeza profunda. Derramava lágrimas intensas pelo animal sagrado. Na sua infinita dor, pediu ao amante que permitisse as suas lágrimas para sempre, sem jamais esgotar o fluxo. Não podendo negar um pedido ao amante, Apolo transformou-o em uma árvore cuja resina formava gotículas de lágrimas no tronco, nascia o cipreste.




     O amor homossexual mais famoso de Apolo foi o belo Jacinto. O deus disputou o amor do jovem com Zéfiro, o vento oeste. O deus do vento jamais aceitou ser preterido por Apolo. O deus da arte e o amante costumavam praticar ginásticas e outros jogos. O arremesso de disco era um dos jogos preferidos dos amantes. Numa dessas práticas, Apolo arremessava o disco aos céus com perfeição, sendo observado pelo amado. Quando Jacinto arremessou o disco, Zéfiro, em sinal de vingança, soprou-o na direção do jovem, atingindo-o no rosto, fazendo com que caísse morto sobre a relva, coberto de sangue. Ao ver a fatalidade que acontecera ao amado, Apolo ainda tentou ressuscitá-lo, mas já era tarde, Jacinto fora arrebatado ao hades. O seu belo rosto tinha sido destruído pela tragédia. Desesperado com a morte do amado, Apolo fez nascer do sangue derramado de Jacinto, uma flor púrpura, com cálice em forma de lírio. Em Esparta, cidade de Jacinto, foi instituída uma festa e jogos em seu louvor, as Jacintas,que se realizavam todos os anos.

     Belas, muitas vezes trágicas, outras vezes felizes, as lendas dos amores homossexuais da mitologia grega, tinham alguns pontos em comum; o objeto da paixão de um deus ou herói era de uma beleza rara, na maioria das vezes na idade adolescente. Normalmente a tradição grega permitia que, a partir dos doze anos, os jovens tivessem um homem mais velho como amante. Nas lendas, eles são, com poucas exceções, extremamente novos, mas, essencialmente adolescentes, já com a maturidade sexual do corpo latente, cravada na puberdade, longe da pedofilia. É preciso ter em mente que a fase da adolescência não existia para as culturas antigas, ao rapaz, ao transformar o corpo, ao nascer-lhe os pêlos pubianos e aflorar o órgão genital, era considerado um jovem adulto, assim como as mulheres, transformadas em adultas na primeira menstruação. Atingida esta fase, o jovem adulto era preciso ser iniciado na vida sexual e intelectual da sua cidade. E as lendas legitimavam este costume, só encerrado pela cristianização da civilização helênica





quinta-feira, 30 de maio de 2013

Os 12 trabalhos de Hércules

     Hércules se casou com Mégara e com ela teve dois filhos, um dia Hércules foi tomado por uma loucura causada por Hera e acabou matando seus filhos e esposa.
     Sentido-se culpado, Hércules foi até Delfos consultar o Oráculo, que o disse para ele ser escravo de seu primo Eristeu por 12 anos que ele encontraria o perdão, Eristeu era simpatizante de Hera e dela recebeu a idéia de 12 trabalhos muito perigosos, para dar a Hércules na esperança de mata-lo, mas não foi o acontecido.

     1º Trabalho: O LEÃO DA NEMÉIA. 


     Este foi o primeiro trabalho de Hércules  que consistia em uma tarefa "simples", matar o Leão da Neméia. Era simplesmente o maior leão e o mais furioso de toda a Grécia, também dotado de uma ferocidade sem precedentes. Matava qualquer um que ousasse cruzar seu caminho.
     Tão logo deu de cara com a fera, Hércules  sacou seu arco e simplesmente descarregou todas as flechas contra o animal, porém a pele do animal era muito grossa e isto impediu que as flechas penetrassem no animal. Logo ele largou o arco de lado, pegou a sua massa e partiu para cima da fera, e desferindo um poderoso golpe contra o osso da cabeça do animal, porém logo o golpe atingiu o alvo, sua massa se desfez como um pedaço de madeira contra uma serra, pois os ossos do leão eram de incrível dureza e resistência.
     O leão então fugiu para o interior da caverna, e lá ficou esperando outra investida do herói, ele então abandou todas as armas e resolveu enfrentar o leão com as próprias mãos, e assim se colocou na saída da caverna e esperou que o leão tentasse sai, imediatamente agarrou a fera pelo pescoço, com incrível força e rolou com o animal pelo chão, sufocando-o e só o largou quando o animal emitiu o ultimo suspiro.

     Feliz com sua vitória, ele arrancou do leão sua pele e passou a utiliza-la como vestimenta, e este acabou sendo seu traje mais comum.

     2º Trabalho: A Hidra de Lerna


     Após o seu primeiro trabalho ter sido bem sucedido Hércules  parte então para o segundo desafio, matar a Hidra de Lerna, um simples tarefas para o nosso herói  não fosse o fato de que a Hidra era dotada por varias cabeças, e que tinham a curiosa característica de se regenerar imediatamente ao corte, e tendo a cabeça do meio como imortal.
     Neste aventura Hércules segue com um serviçal, Lolaus, e deixou ele aguardando na beira do pântano onde vivia a hidra. Hércules avançou, e logo a hidra surgiu, enroscando nas pernas do herói e o deixou paralisado, Herácles pegou sua massa, e começou a esmagar as cabeças, uma após a outra, mas logo viu que as cabeças ressurgiam, imediatamente depois de serem esmagadas. Hércules então pediu a seu criado que acendesse um bastão de fogo, e o criado o lançou para o herói.
     E logo ele pegou o bastão, foi esmagando as cabeças e foi cauterizando os buracos que apareciam, de tal forma só restou a cabeça do meio. Esta era a mais perigosa, ele esmurrava com força a cabeça, mas sem conseguir matar a hidra, por fim ele decidiu erguer o animal e lança-lo no fundo do abismo, e erguendo uma imensa montanha lançou sobre o abismo, soterrando pra sempre a hidra.
Desta forma ele conseguiu derrotar a besta, porém mais tarde este seria um trabalho invalidado pois Herácles recebera ajuda do seu criado.

     3º Trabalho: A Captura Da Corsa


     Consistia em capturar a Corsa da deusa Diana,que era a divindade das caçadoras. Ela possuía cinco corsas, das quais, quatro ficavam atreladas ao seu carro, sendo que a quinta possuía chifres de ouro, e andava livremente pelos bosques.

     A missão de Hércules consistia em capturá-la e leva-la para o rei Euristeu. Porém nem sempre fácil e sinônimo de rápido, pois o herói gastou um ano inteiro a procura e captura do animal, pois este era mais arredio que a própria Diana, porém Hércules conseguiu com sucesso capturar a corsa aós persegui-la exaustivamente, a encontrou dormindo em uma relva próxima a uma calma lagoa, aproximando lançou uma flecha sobre os pés do animal para evitar que fugisse, chegou bem perto e prendeu-a junto a seu peito e então a levou para o rei Euristeu.

     4º Trabalho: O Javali de Erimanto


     O quarto trabalho consistia em capturar o Javali de Erimanto, era um javali monstruoso que assolava toda a região. Herácles então parte para sua missão, mas antes ele recebe de Apolo um novo arco, para substituir o seu, já muito usado, mas ele teria dito que não levaria o arco para não correr o risco de matar em sua missão. O herói então seguiu subindo as montanhas em direção ao local onde deveria encontrar o javali.
     Chegando ao monte Erimanto, Hércules começou a pensar sobre como capturaria a fera, então entrou em combate com o animal, e arrancando suas presas conseguiu subjuga-lo e assim pode conduzi-lo a Euristeu, que ao se deparar com a besta horrenda, correu para dentro de um tonel de bronze.

     Uma outra versão conta que Hércules havia preparado uma armadilha, e esperou pelo faminto javali sair de sua toca e cair na sua armadilha. Dai o herói teria lutado para domesticar a fera e só então levado ao rei.


     5º Trabalho: A Limpeza das Estrebarias de Áugias




     Acontece que as estrebarias de Áugias, jamais haviam sido limpas, Áugias era o proprietário de um enorme rebanho e nunca havia se quer pensado em executar a tarefa. O rei Euristeu, então enviou Hércules para realizar o mau cheiroso trabalho, porém deu-se o seguinte:

     Quando Hércules chegou lá, encontrou com Áugias, e fez uma aposta com ele, apostou que se realizasse o trabalho em um só dia, que o proprietário haveria de dar-lhe uma décima parte do rebanho, Áugias aceitou o acordo e foi embora. Hércules então meteu-se entre a sujeira e não se importando com o aspecto ou com o terrível cheiro seguiu carregando coisas para fora da estrebarias, mas percebeu que quanto mais sujeira ele tirava, mais ainda aparecia, tornando a tarefa muito dificil de ser completada em um dia como ele queria. Bem, nosso esperto herói resolveu então mudar de estrategia. Ele avistou um rio ali perto, e resolveu desviar o curso do rio, fazendo desaguar exatamente nas estrebarias.

     Quado o proprietário voltou mais tarde, encontrou suas estrebarias limpas e secas, pois o tempo fora mais que o suficiente para voltar o curso normal do rio e secar o lugar, mas Áugias, era um homem sem palavra e não cumpriu com sua parte no trato, Hércules não pensou duas vezes e estrangulou o homem.


     6º Trabalho: Os Pássaros de Estínfalo



     Tratava-se de um pântano espinhoso, que estava sendo assolado por aves negras que possuíam, asas, cabeças e bicos de ferro.
     Hércules chegou lá logo pela manhã, mas não encontrou nenhuma ave sequer sobrevoando a regiam, mas ele não se deu por vencido, retirando do seu bolso um par de címbalos (uma espécie de prato, instrumentos de percussão), e começou a toca-los bem forte, e imediatamente inúmeras aves surgiram acima do pântano, bloqueando a luz do sol, transformando o dia em noite. Então Hercules, ascendeu uma tocha e iluminou tudo, e chamou a atenção das aves, que começaram a descer violentamente contra ele. Ele sacou seu porrete e começou a desferir golpes a medida que as aves se aproximavam, abatendo de 8 a 10 aves por golpe, logo, após milhares de golpes, o pântano estava coberto pelas negras aves.

     Durante um bom tempo ele ainda iria ouvir o gralhar das aves, mas saiu de lá vitorioso, e pronto para mais uma tarefa, que ele parecia realizar todas sem a menor dificuldade.


     7º Trabalho: O Cinto de Hipólita




     Para este sétimo trabalho, o rei Euristeu, estava determinado a conseguir para a filha que não parava de tocar no assunto, o cinto e o véu da rainha das amazonas, Hipólita, então ordenou a Hércules que fosse buscar os objetos, objetos estes que haviam sido presentes do deus Ares, o deus da guerra, em reconhecimento por sua bravura e por seu valor em combate, pois não aguentava mais a filha insistentemente falando sobre aquilo.

     Hércules, sabendo que se tratava de uma mulher desta vez, resolveu ser cortês, conseguiu chegar são e salvo ao pais das amazonas, e lá foi muito bem recebido pela rainha e ele agiu da mesma forma tratando todos com gentilize e cortesia, desta forma a rainha resolveu cede-lhe os objetos ao qual ele havia ido buscar.


     8º Trabalho: Os Cavalos de Diomedes



     Desta vez Hércules deveria ir até Diomedes, filho de Ares e rei da Trácia e domesticar seus terríveis cavalos que segundo contam soltavam fogo pelas ventas. Diomedes era um homem cruel, tinha como principal diversão, lançar qualquer forasteiros para que seus cavalos pudessem mata-lo e devorá-lo em seguida. Mas para o herói isto nada representava, ele seguiu em direção a Trácia, chegando lá procurou por Diomedes, que foi pouco cortes e de imediato lançou os cavalos contra Hércules.


     O herói então deu um salto e caiu no lombo de um dos cavalos, e o amansou com tremenda e admirável facilidade, e foi pulando de cavalo em cavalo e fazendo o mesmo, e depois os conduziu para o estabulo, e lá tratou de de irrita-los bastante de antes de sair. Então retornando ao rei Diomedes, ele enfurecidamente perguntou a Hércules o que ele queria, Hércules então ergueu o rei com uma só mão, e o lançou no estábulo junto aos raivosos cavalos, e caminho ouvindo os gritos e relinchos dos animais, e assim estava completado mais um trabalho.

     9º Trabalho: Os Bois de Gerião




     Desta vez o trabalho de Hércules era roubar os bois do gigante Gerião, e leva-los a presença do Rei Euristeu. Sem mais delongas ele partiu para o ponto indicado pelo rei. Com muita dificuldade e depois de muito perguntar as pessoas, o herói chegou ao pais de Gerião. Ele já podia avistar ao longe o rebanho, que era guardado pelo gigante Euritião e pelo cão Ortro, irmão de Cérbero, o cão de três cabeças guardião da entrada de Hades. Tão logo Hércules fora avistado pelo cão, este acelerou em sua direção ao pescoço dele, porém o herói facilmente utilizando as mãos quebrou os pescoços do cachorro, e ainda teria dito que se fosse o irmão de Ortro que talvez tivesse alguma chance. Logo veio a vez do gigante Euritião, e que foi facilmente derrotado por Hércules.

     Vitorioso o herói já estava de saída com o rebanho, mas foi surpreendido pelo gigante proprietário do rebanho, e este era um adversário que se deveria respeitar, pois possuía 3 troncos, ou seja, eram três gigantes em um só.
     Então o gigante avançou, com seis braços, armado com três espadas e três escudos, seria um pareô difícil para Hércules agora, que por sua vez só estava com sua massa e seu escudo dado por Atena. Porém isto não causou nenhuma especie de temor ao herói, que após uma longa batalha, percebeu que da cintura para baixo o gigante era exatamente como ele, e utilizando-se de um poderoso golpe, atingiu uma das pernas do mostro e o derrubou no chão, e sem piedade esmagou todos os corpos do gigante vencendo a batalha.


     10º Trabalho: O Touro de Creta



     Este talvez seja um dos mais simples trabalhos realizado por Hércules. Como de costume, após receber a missão do rei Euristeu, nosso herói se dirigiu para Creta. A dificuldade desta tarefa, se dava ao fato de que Hércules precisava encontrar o tal touro no labirinto do rei Minos (que não era o mesmo no labirinto do minotauro). Após tanto procurar o touro, Hércules o encontrou, e sem dificuldades ele o subjugou, montou o touro e atravessou os mares em direção a terra do Ciclopes onde deveria entregar o touro, e assim o fez.

     Sim, está foi muito curta e breve, e vale aqui dizer que não foi nada inédita, afinal Teseu e até mesmo Jasão, haviam domado dois touros bem parecidos com estes.


     11º Trabalho: Os Pomos das Hespérides



     Quando o rei Euristeu explicou a Hércules sobre a sua penúltima missão, ele contou a ele que a história do casamento de Zeus e Hera, que na ocasião eles receberam de vários deuses maçãs de ouro, obtidas em uma árvore localizada no jardim das Hespérides. As Hespérides eram filhas do Titã Atlas. Bem a missão de Herácles consistia em conseguir os tais frutos para o rei.

     Partiu em direção a sua missão porém, diferentemente das outras vezes, desta vez ele não conseguia chegar em seu objetivo, e estava prestes a desistiu, porém em seu caminho ele encontra ninguém mais, ninguém menos que o titã Atlas, e então pensou que certamente ele deveria saber a localização da árvore. Herácles então perguntou ao velho, onde estava localizada a árvore, porém o titã não quis ceder a informação gratuitamente, mas o herói já estava preparado para isto, e se ofereceu para carregar o mundo no lugar do titã enquanto ele fosse buscar os frutos dourados. O titã então concordou e foi buscar os frutos.

     Depois de vários dias carregando o mundo nas costas, Hércules sentiu como deveria ser horrível para o titã. E finalmente pode avistar Atlas retornando com as maçãs douradas, mas então deu-se o seguinte:
     Atlas sentiu-se incrivelmente aliviado por não ter que carregar o todo aquele peso, começou a pensar que seria melhor deixar Hércules cuidar do peso do mundo. O titã chegou a contar a Hércules o que pretendia fazer, e este, para espanto de Atlas, concordou com a situação, pediu apenas para que antes fosse cumprir sua missão com as maçãs. Logo Atlas colocou o mundo nas costas novamente, Hércules foi embora e jamais voltará.


     12º Trabalho: Cérberus o cão do inferno




     O rei deu a Hércules a sua ultima missão, está que consistia em nada mais nada menos que capturar Cérberos, o cão guarda da entrada do Hades.
     Porém Hades, era irmão do pai de Hércules, Zeus, e o herói decidiu ir até ele contar o que tinha que fazer como medo de contrariar a vontade do deus. E assim, Zeus consentiu com a tarefa e impôs, uma condição que complicava ainda mais a situação, que era não ferir o cão durante a missão.


     No incio da sua viagem, ele estava acompanhado por Atena e por Hermes, chegou até a entrada do Hades, localizada na Lacônia. Depois de descerem por várias encostas, chegaram as margens do rio Aqueronte, o rio que corta o Hades, e que se acredita ser um dos afluentes do rio Styx. Hercules então começou a bater palmas para chamar Caronte, para iniciar a travessia.
     Os trés embarcaram e a medida que se afastavam da margem, o velho barqueiro resmungava dizendo que seu barco não fora feito para conduzir os vivos, e que estava virando um hábito este tipo de passageiro requisitar seus serviços. E de fato o barco estava quase à virar pois o peso era muito superior do que ele costumava carregar.


     A medida que se aproximava da outra margem, Hércules mal pode acreditar no que seus olhos mostravam, sua família estava esperando, e ele se encheu de felicidade e imediatamente os abraçou, e beijou e os pediu perdão pelo que havia feito. Depois disto, os viajantes seguiram em frente, em direção as portas do Hades, mas para surpresa deles, não encontraram Cérberos. O cão não estava lá, como se soubessem do intuito de Hércules, e Hades o tivesse mandado recolher para protege-lo. A medida que eles iam adentrando mais e mais no Hades, figuras que Hércules só conhecia de histórias iam aparecendo, Orfeu, Adônis, os irmãos Castor e Pólux entre outros tantos. Então pode-se ouvir um latido forte, e os viajantes foram em direção ao som.

     Chegaram então em frente ao trono de Hades, e ao seu lado estava Perséfone, esposa do deus dos mortos. Hades então surpreendeu Hércules, ao dizer que já sabia o intuito do herói, pois já havia sido informado por Zeus. Cérberos estava deitado aos pés de Hades, e lambeu a mão de seu dono em reconhecimento a sua proteção. Hades então teria dito a Hércules que deveria devolver o cão o mais rápido possível. O herói então foi buscar o cão, afinal ele não iria ir de bom grado, pois se tratava de um cão bem voraz, e após um confronto, conseguiu prender as três cabeças do cão de uma forma segura.
     Hércules conduziu o animal até o rei Euristeu, e Cérberos, tratou de deixar sua marca nele, dando três dentadas em uma das pernas. Após isto, Hércules, devolveu o cão ao seu dono, e encerrou sua epopeia em nome da redenção, pelo que havia feito a seus familiares.

     Depois de Hércules se libertar de Eristeu ele se apaixona por Lole e recebe de Dejanira, como presente de núpcias, uma túnica toda ensanguentada, ele põe, mas ele começa a sentir fortes dores e a túnica estava grudada em seu corpo, penetrando cada vez mais em seu corpo, Hércules não aguenta mais a dor e se joga numa fogueira, mas não acontece nada, então Hércules da seu incrível arco e flechas para um jovem chamado Filoctédes e pede desesperado que o mate, o jovem atende o recado, Hércules vai para o Olimpo onde seu pai o torna imortal.