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sábado, 1 de junho de 2013

A Guerra de Tróia

     Seja qual for a base histórica, a guerra de Tróia é o episódio isolado mais importante, ou complexo de episódios, que sobreviveram na mitologia e nas lendas gregas. Os eventos que causaram a guerra e aqueles que se seguiram estão combinados num grupo de estórias conhecidas como o Ciclo Troiano: algumas são conhecidas a partir dos dois grandes poemas Homéricos, a Ilíada e a Odisséia, mas outras partes da estória devem ser reunidas de numerosas outras fontes, indo desde os dramaturgos gregos do século V a.C., até autores romanos mais recentes.


     Um dos primeiros elos da cadeia de eventos que formaram o prelúdio da guerra de Tróia foi forjado por Prometeu, o grande benfeitor da humanidade. Prometeu, um primo de Zeus, tinha dado o fogo aos homens, um elemento cujos benefícios tinham tão-somente sido desfrutados pelos deuses. Tinha também ensinado os homens para oferecer aos deuses apenas a gordura e os ossos em sacrifícios de animais, mantendo as melhores partes para eles próprios. Para punir Prometeu, Zeus o acorrentou num alto penhasco nas montanhas e diariamente enviava uma águia para comer seu fígado, o qual voltava a crescer à noite.



     Prometeu acabou sendo libertado por Hércules, mas outras dizem que foi libertado por Zeus, quando finalmente concordou em contar-lhe um importante segredo. Este segredo relacionava-se à ninfa do mar Tétis, que era tão bela que contava com vários deuses entre seus admiradores, incluindo Poseídon e o próprio Zeus; entretanto uma profecia conhecida apenas por Prometeu predisse que o filho de Tétis estava destinado a ser mais importante que seu pai. Ao saber disso, Zeus rapidamente abandonou a ideia de ser o pai de um filho de Tétis, decidindo, ao invés, que deveria se casar com o mortal Peleu; o filho nascido deles seria Aquiles, o maior dos heróis gregos em Tróia.

     Tétis inicialmente resistiu aos avanços de Peleu, assumindo a forma de fogo, serpentes, monstros e outras formas, mas ele a segurava fortemente apesar de todas as suas transformações, acabando por se submeter. Todos os deuses e deusas do Olimpo, menos uma, foram convidados para o magnífico casamento de Peleu e Tétis; no meio da festa, Éris, a única deusa que não tinha sido convidada, entrou abruptamente no local e atirou entre os convidados o Pomo da Discórdia, com a inscrição "a mais formosa". Esta maça foi requisitada por três deusas, Hera, Atena e Afrodite. Como elas não conseguiram chegar a um acordo, e Zeus estava compreensivelmente relutante em resolver a disputa, enviou as deusas para terem suas belezas julgadas pelo pastor Páris, no Monte Ida, fora da cidade de Tróia, na orla oriental do Mediterrâneo.


     Páris era filho de Príamo, rei de Tróia, mas quando a esposa de Príamo, Hécuba, estava grávida de Páris, sonhou que estava dando à luz a uma tocha donde surgiam serpentes sibilantes, assim, quando o bebê nasceu, foi entregue a uma criada com ordens de levá-lo ao Monte Ida e matá-lo. A criada, entretanto, ao invés de matá-lo, simplesmente o deixou na montanha para morrer; ele foi salvo por pastores, sendo criado para também se transformar em um deles. Enquanto Páris estava vigiando seu rebanho, Hermes levou as três deusas para que as julgasse. Cada uma ofereceu uma recompensa se fosse a escolhida; Hera ofereceu riqueza e poder, Atena ofereceu habilidade militar e sabedoria e Afrodite ofereceu o amor da mais bela mulher do mundo. Conferindo a vitória a Afrodite, acabou incorrendo na ira das outras duas, as quais se tornaram daí para a frente inimigas implacáveis de Tróia. Logo depois, Páris retornou por acaso a Tróia, onde sua habilidade nas competições atléticas e sua surpreendente bela aparência causaram interesse nos seus pais, que rapidamente estabeleceram sua identidade e o receberam de volta com entusiasmo.

     A mais bela mulher do mundo era Helena, a filha de Zeus e Leda. Muitos reis e nobres desejaram desposá-la, e antes que seu pai mortal, Tíndaro, anunciasse o nome do feliz escolhido, fez todos jurarem respeitar a escolha de Helena e virem em ajuda de seu marido se fosse raptada. Helena casou com Menelau, rei de Esparta, e na época que Páris veio visitá-los tinham uma filha, Hermíone. Menelau recebeu Páris muito bem em sua casa, mas Páris pagou esta hospitalidade raptando Helena e fugindo com ela de volta a Tróia. A participação de Helena nesta situação é explicada de diferentes maneiras nas várias fontes: foi raptada contra a sua vontade, ou Afrodite deixou-a louca de desejo por Páris ou, a mais elaborada de todas, nunca foi para Tróia, e foi por causa de um fantasma que os gregos gastaram dez longos anos em guerra.

     Menelau convocou todos os outros pretendentes anteriores de Helena, e todos os outros reis e nobres da Grécia, para ajudá-lo a montar uma expedição contra Tróia, de modo a recobrar sua esposa. O líder da força grega era Agamenon, rei de Micenas e irmão mais velho de Menelau. Os heróis gregos afluíram de todos os cantos do continente e das ilhas para o porto de Áulis, o ponto de reunião a partir do qual planejavam velejar através do Egeu até Tróia. Suas origens e os nomes de seus líderes estão listados no grande Catálogo de Navios próximo ao início da Ilíada.



     Alguns dos heróis viera a Áulis mais facilmente do que outros. Ulisses, rei de Ítaca, conhecia a profecia que se fosse a Tróia não retornaria por vinte anos, e então fingiu loucura quando o mensageiro Palamedes chegou para convocá-lo, atrelando duas mulas a um arado e movendo-as para cima e para baixo na praia; mas a farsa de Ulisses foi revelada quando Palamedes colocou o filho pequeno de Ulisses, Telêmaco, na frente das mulas, e Ulisses imediatamente voltou ao normal. Os pais de Aquiles, Peleu e Tétis, estavam relutantes em deixar seu jovem filho se juntar à expedição, pois eles sabiam estar predestinado que se fosse morreria em Tróia. Numa tentativa de evitar o destino, o enviaram para Ciros, onde, disfarçado como uma moça, se juntou às filhas do rei, Licomedes. Durante esta estada se casou com uma das filhas, Deidaméia, que lhe deu um filho, Neoptólemo.

     A grande força grega, cujos maiores heróis eram Agamenon, Menelau, Ulisses, Ájax, Diomedes e Aquiles, estava pronta para partir, mas o vento teimosamente ficou contra eles. Eventualmente, o profeta Calcas revelou que a deusa Ártemis exigia o sacrifício da filha de Agamenon, Ifigênia, antes que o vento mudasse. Agamenon ficou horrorizado pela profecia, mas a opinião pública o obrigou a obedecer: Ifigênia, chamada sob o pretexto de casar com Aquiles, foi, ao contrário, morta sobre o altar. Algumas fontes dizem que Ártemis ficou com pena dela no último momento e a substituiu por um cervo; de qualquer maneira, o vento mudou de direção e os barcos zarparam.



     A estória da Ilíada é, então, a estória de Aquiles, e sua disputa com Agamenon. Ao início da Ilíada os gregos já estavam em Tróia por nove anos. Eles tinham saqueado uma grande parte dos campos ao redor e tinham escaramuças esporádicas com quaisquer troianos que saíssem de trás de suas maciças fortificações. Os gregos estavam ficando cansados da campanha e irritados por sua falta de habilidade em conseguir uma vitória decisiva sobre a própria Tróia, quando Aquiles se desentendeu com Agamenon sobre um assunto de honra.

     Agamenon, como parte do saque de um ataque o qual Aquiles desempenhou a parte principal, recebeu uma moça chamada Criseida, filha de Crisos, sacerdote de Apolo. Crisos ofereceu a Agamenon um bom resgate para a libertação da moça, porém Agamenon se recusou a libertá-la. Assim Crisos orou a Apolo, que mandou uma praga sobre o acampamento grego, e o profeta Calcas revelou que esta seria retirada apenas se Agamenon devolvesse Criseida. Aquiles estava completamente a favor de fazer isso, mas Agamenon estava relutante. Eles discutiram, e Agamenon acabou por concordar a fazer o que estava sendo ordenado, mas para reafirmar sua autoridade sobre Aquiles da maneira mais insultuosa que podia, e simultaneamente compensar-se pela perda de Criseida (a qual ele declarou preferir à sua própria esposa Clitemnestra), tomou Aquiles sua escrava, Briseida. Aquiles ficou justificadamente enraivecido.

     Não apenas foi um insulto à sua honra, mas também foi grandemente injusto, pois ele, Aquiles, tinha conduzido a maior parte da luta necessária a produzir os tesouros e o saque que Agamenon considerava no direito de usufruir. Assim, Aquiles se retirou para sua tenda, e não tomou mais parte nos combates ou nas reuniões do conselho. A luta se tornou mais dura, com ataques mais diretos feitos a Tróia e aos troianos. Mas os gregos estavam numa situação difícil sem seu maior guerreiro, e mesmo Agamenon tentou fazer contatos com Aquiles, oferecendo-lhe riquezas de todos os tipos, justamente com a devolução de Briseida. Aquiles, entretanto, rejeitou todos os apelos, declarando mesmo que se as ofertas de Agamenon fossem "tantas como os grãos de areia ou as partículas de pó" nunca se curvaria.



     Nesta ocasião, Ulisses e Diomedes empreenderam uma expedição noturna para espionar os troianos. Não sabendo disso, um troiano de nome Dolon estava tentando fazer a mesma coisa: os gregos o surpreenderam e o forçaram a contar as disposições do acampamento troiano. Seguindo sua orientação, terminaram sua expedição noturna com um ataque ao acampamento de Reso, rei da Trácia, em cujos belos cavalos escaparam de volta para o acampamento grego.

     Apesar do sucesso desta temerária ação, o geral da luta os gregos estavam sendo empurrados de volta a seus navios pelos troianos e estavam ficando desesperados, quando o amigo de Aquiles, Pátroclo, veio até ele e rogou a permissão de liderar as tropas de Aquiles, os Mirmidões, em batalha. Pediu também se poderia emprestar a armadura de Aquiles, de modo a espalhar o terror nas linhas troianas, que poderiam tomá-lo por Aquiles. Aquiles concordou, e Pátroclo foi e lutou longa e gloriosamente, antes de, previsivelmente, ser morto por Heitor, filho de Príamo e o melhor guerreiro do lado troiano.



     Aquiles foi tomado pela dor. Sua mãe, a ninfa do mar Tétis, veio até ele e prometeu-lhe uma nova armadura para substituir a que tinha sido perdida com Pátroclo. A nova armadura, feita pelo deus-ferreiro Hefesto, incluía um bonito escudo coberto com cenas figuradas, cidades em guerra e em paz, cenas da vida rural com rebanhos, pastores e danças rústicas, e ao redor da borda do escudo corria o Rio de Oceano. Aquiles e Agamenon se reconciliaram e Aquiles retornou ao campo de batalha, onde matou um troiano após outro com sua lança "como um vento impetuoso que revolve as chamas, quando um incêndio grassa nas ravinas das bases secas pelo sol das montanhas, e a grande floresta é consumida". Após ter matado muitos troianos e sobreviventes mesmo ao ataque do Rio Escamandro, o qual tentou afogá-lo nas suas grandes ondas, Aquiles estava finalmente pronto a enfrentar seu principal adversário, Heitor.



     O restante dos troianos tinha fugido da matança de Aquiles e buscado refúgio atrás de suas muralhas, mas Heitor permaneceu fora dos portões, deliberadamente esperando pelo duelo que sabia ter que enfrentar. Mas quando Aquiles finalmente surgiu, Heitor foi tomado de compreensível terror e virou-se para fugir. Percorreram três voltas ao redor das muralhas de Tróia antes que Heitor parasse e destemidamente enfrentasse seu bravo oponente. A lança de Aquiles alojou-se na garganta de Heitor, caindo este ao chão. Mal podendo falar, Heitor pediu a Aquiles que permitisse que seu corpo fosse resgatado após sua morte, mas Aquiles, furioso com o homem que tinha morto Pátroclo, negou seu apelo e começou a sujeitar seu corpo a grandes indignidades. Primeiro o arrastou pelos calcanhares atrás de sua carruagem, ao redor das muralhas da cidade, para que toda Tróia pudesse ver. A seguir levou o corpo de volta ao acampamento grego, onde este ficou jogado sem cuidados em suas choupanas.



     Aquiles preparou então um elaborado funeral para Pátroclo. Uma grande pira foi construída; sobre ela várias ovelhas e bois foram sacrificados e suas carcaças empilhadas ao lado do corpo do herói morto. Jarros de mel e óleo foram adicionados à pira, a seguir quatro cavalos e dois dos cachorros de Pátroclo. Doze prisioneiros troianos mortos sobre a pira, a qual então foi deixada acesa. Ardeu toda a noite, e durante toda a noite Aquiles colocou libações com vinho e pranteou Pátroclo bem alto. Nos dia seguinte os ossos de Pátroclo foram coletados e colocados numa urna dourada, e um grande monte foi erguido no local da pira. Jogos funerários com prêmios magníficos foram feitos, com competições entre carruagens, luta de boxe, pugilato, corridas, lutas armadas, arremesso do disco e tiros com arco e flecha. E todo o dia ao amanhecer, por doze dias. Aquiles arrastou o corpo de Heitor três vezes ao redor do monte, até que mesmo os deuses, que tinham previsto e arranjado tudo isso, ficaram chocados; Zeus enviou Íris, mensageiro dos deuses, para Tróia em visita a Príamo e o instruiu a ir secretamente ao acampamento troiano com um bom resgate, que Aquiles aceitaria em troca da libertação do corpo do filho de Príamo.



     Assim Príamo, escoltado por um simples mensageiro, se dirigiu ao acampamento grego, sendo encontrado ao escurecer, quando se aproximava dos navios gregos, por Hermes disfarçado como um seguidor de Aquiles. Hermes guiou Príamo pelo acampamento grego, de modo que chegou sem ser percebido à tenda de Aquiles. Príamo entrou diretamente e jogou-se aos pés de Aquiles: ele pediu que o herói pensasse no seu próprio pai Peleu e tivesse mercê com um pai que tinha perdido tantos de seus bons filhos nas mãos dos gregos; pediu que fosse permitido levar o corpo de seu maior filho de volta a Tróia com ele, de modo que pudesse ser adequadamente pranteado e enterrado pelos seus parentes. Aquiles ficou tocado pelo apelo; choraram juntos, e o pedido de Príamo foi aceito. Assim, o corpo de Heitor foi devolvido a Tróia, onde foi velado e sepultado com os ritos adequados.

     Assim Príamo, escoltado por um simples mensageiro, se dirigiu ao acampamento grego, sendo encontrado ao escurecer, quando se aproximava dos navios gregos, por Hermes disfarçado como um seguidor de Aquiles. Hermes guiou Príamo pelo acampamento grego, de modo que chegou sem ser percebido à tenda de Aquiles. Príamo entrou diretamente e jogou-se aos pés de Aquiles: ele pediu que o herói pensasse no seu próprio pai Peleu e tivesse mercê com um pai que tinha perdido tantos de seus bons filhos nas mãos dos gregos; pediu que fosse permitido levar o corpo de seu maior filho de volta a Tróia com ele, de modo que pudesse ser adequadamente pranteado e enterrado pelos seus parentes. Aquiles ficou tocado pelo apelo; choraram juntos, e o pedido de Príamo foi aceito. Assim, o corpo de Heitor foi devolvido a Tróia, onde foi velado e sepultado com os ritos adequados.



     Após a morte de Heitor, uma grande número de aliados vieram auxiliar os troianos, incluindo as Amazonas com sua rainha, Pentesiléia, e os Etíopes liderados por Mêmnon, um filho de Éos, deusa da aurora. Tanto Pentesiléia como Mêmnon foram mortos por Aquiles. Mas Aquiles sempre soube que estava destinado a morrer em Tróia, longe de sua terra natal, onde acabou sendo morto por uma flecha, lançada pelo arco de Páris.

     A mãe de Aquiles, Tétis, quis tornar seu filho imortal, e, quando este era ainda um bebê, levou-o ao Mundo Inferior e o imergiu nas águas do rio Estige; isto tornou seu corpo imune aos ferimentos, exceto pelo calcanhar, o qual ela utilizou para segurá-lo, sendo lá que a flecha o acertou.

     A cidade foi tomada graças ao artifício concebido por Ulisses: fingindo terem desistido da guerra, os gregos embarcaram em seus navios, deixando na praia um enorme cavalo de madeira, que os troianos decidiram levar para o interior de sua cidade, como símbolo de sua vitória, apesar das advertências de Cassandra.

     À noite, quando todos dormiam, os soldados gregos, que se escondiam dentro da estrutura oca de madeira do cavalo, saíram e abriram os portões para que todo o exército (cujos navios haviam retornado, secretamente, à praia), invadisse a cidade.

     Apanhados de surpresa, os troianos foram vencidos e a cidade incendiada. As mulheres (inclusive a rainha Hécuba, a princesa Cassandra e Andrômaca, viúva de Heitor) foram escravizadas. O rei Príamo e a maioria dos homens foram mortos (um dos poucos sobreviventes foi Eneias, príncipe de Lirnesso que fugiu de Troia carregado seu pai Anchises, já idoso, sobre os ombros).



     E assim, Menelau recuperou sua esposa, Helena (tendo matado Dêifobo, com quem ela se casara, após a morte de Páris), e levou-a de volta a Esparta. Agamênon foi morto por sua esposa que lhe roubou o trono e Odisseu como profetizado passou com o fim da guerra (que durou dez anos) mais dez anos vagando pelo mar, até chegar a Ítaca vestido de mendigo para provar a fidelidade de Penélope, sua esposa, que estava cheia de pretendentes ao casamento e consequentemente ao trono, porem ela os enganara durante 20 anos até o retorno de seu marido que ao descobrir tudo o que se passou em sua ausência, matou seus inimigos com a ajuda de seu filho.


     "Presente de Grego"



Quem nunca ouviu essa expressão?
é a mitologia grega presente ate em expressões em diversas gerações.



quinta-feira, 30 de maio de 2013

Os 12 trabalhos de Hércules

     Hércules se casou com Mégara e com ela teve dois filhos, um dia Hércules foi tomado por uma loucura causada por Hera e acabou matando seus filhos e esposa.
     Sentido-se culpado, Hércules foi até Delfos consultar o Oráculo, que o disse para ele ser escravo de seu primo Eristeu por 12 anos que ele encontraria o perdão, Eristeu era simpatizante de Hera e dela recebeu a idéia de 12 trabalhos muito perigosos, para dar a Hércules na esperança de mata-lo, mas não foi o acontecido.

     1º Trabalho: O LEÃO DA NEMÉIA. 


     Este foi o primeiro trabalho de Hércules  que consistia em uma tarefa "simples", matar o Leão da Neméia. Era simplesmente o maior leão e o mais furioso de toda a Grécia, também dotado de uma ferocidade sem precedentes. Matava qualquer um que ousasse cruzar seu caminho.
     Tão logo deu de cara com a fera, Hércules  sacou seu arco e simplesmente descarregou todas as flechas contra o animal, porém a pele do animal era muito grossa e isto impediu que as flechas penetrassem no animal. Logo ele largou o arco de lado, pegou a sua massa e partiu para cima da fera, e desferindo um poderoso golpe contra o osso da cabeça do animal, porém logo o golpe atingiu o alvo, sua massa se desfez como um pedaço de madeira contra uma serra, pois os ossos do leão eram de incrível dureza e resistência.
     O leão então fugiu para o interior da caverna, e lá ficou esperando outra investida do herói, ele então abandou todas as armas e resolveu enfrentar o leão com as próprias mãos, e assim se colocou na saída da caverna e esperou que o leão tentasse sai, imediatamente agarrou a fera pelo pescoço, com incrível força e rolou com o animal pelo chão, sufocando-o e só o largou quando o animal emitiu o ultimo suspiro.

     Feliz com sua vitória, ele arrancou do leão sua pele e passou a utiliza-la como vestimenta, e este acabou sendo seu traje mais comum.

     2º Trabalho: A Hidra de Lerna


     Após o seu primeiro trabalho ter sido bem sucedido Hércules  parte então para o segundo desafio, matar a Hidra de Lerna, um simples tarefas para o nosso herói  não fosse o fato de que a Hidra era dotada por varias cabeças, e que tinham a curiosa característica de se regenerar imediatamente ao corte, e tendo a cabeça do meio como imortal.
     Neste aventura Hércules segue com um serviçal, Lolaus, e deixou ele aguardando na beira do pântano onde vivia a hidra. Hércules avançou, e logo a hidra surgiu, enroscando nas pernas do herói e o deixou paralisado, Herácles pegou sua massa, e começou a esmagar as cabeças, uma após a outra, mas logo viu que as cabeças ressurgiam, imediatamente depois de serem esmagadas. Hércules então pediu a seu criado que acendesse um bastão de fogo, e o criado o lançou para o herói.
     E logo ele pegou o bastão, foi esmagando as cabeças e foi cauterizando os buracos que apareciam, de tal forma só restou a cabeça do meio. Esta era a mais perigosa, ele esmurrava com força a cabeça, mas sem conseguir matar a hidra, por fim ele decidiu erguer o animal e lança-lo no fundo do abismo, e erguendo uma imensa montanha lançou sobre o abismo, soterrando pra sempre a hidra.
Desta forma ele conseguiu derrotar a besta, porém mais tarde este seria um trabalho invalidado pois Herácles recebera ajuda do seu criado.

     3º Trabalho: A Captura Da Corsa


     Consistia em capturar a Corsa da deusa Diana,que era a divindade das caçadoras. Ela possuía cinco corsas, das quais, quatro ficavam atreladas ao seu carro, sendo que a quinta possuía chifres de ouro, e andava livremente pelos bosques.

     A missão de Hércules consistia em capturá-la e leva-la para o rei Euristeu. Porém nem sempre fácil e sinônimo de rápido, pois o herói gastou um ano inteiro a procura e captura do animal, pois este era mais arredio que a própria Diana, porém Hércules conseguiu com sucesso capturar a corsa aós persegui-la exaustivamente, a encontrou dormindo em uma relva próxima a uma calma lagoa, aproximando lançou uma flecha sobre os pés do animal para evitar que fugisse, chegou bem perto e prendeu-a junto a seu peito e então a levou para o rei Euristeu.

     4º Trabalho: O Javali de Erimanto


     O quarto trabalho consistia em capturar o Javali de Erimanto, era um javali monstruoso que assolava toda a região. Herácles então parte para sua missão, mas antes ele recebe de Apolo um novo arco, para substituir o seu, já muito usado, mas ele teria dito que não levaria o arco para não correr o risco de matar em sua missão. O herói então seguiu subindo as montanhas em direção ao local onde deveria encontrar o javali.
     Chegando ao monte Erimanto, Hércules começou a pensar sobre como capturaria a fera, então entrou em combate com o animal, e arrancando suas presas conseguiu subjuga-lo e assim pode conduzi-lo a Euristeu, que ao se deparar com a besta horrenda, correu para dentro de um tonel de bronze.

     Uma outra versão conta que Hércules havia preparado uma armadilha, e esperou pelo faminto javali sair de sua toca e cair na sua armadilha. Dai o herói teria lutado para domesticar a fera e só então levado ao rei.


     5º Trabalho: A Limpeza das Estrebarias de Áugias




     Acontece que as estrebarias de Áugias, jamais haviam sido limpas, Áugias era o proprietário de um enorme rebanho e nunca havia se quer pensado em executar a tarefa. O rei Euristeu, então enviou Hércules para realizar o mau cheiroso trabalho, porém deu-se o seguinte:

     Quando Hércules chegou lá, encontrou com Áugias, e fez uma aposta com ele, apostou que se realizasse o trabalho em um só dia, que o proprietário haveria de dar-lhe uma décima parte do rebanho, Áugias aceitou o acordo e foi embora. Hércules então meteu-se entre a sujeira e não se importando com o aspecto ou com o terrível cheiro seguiu carregando coisas para fora da estrebarias, mas percebeu que quanto mais sujeira ele tirava, mais ainda aparecia, tornando a tarefa muito dificil de ser completada em um dia como ele queria. Bem, nosso esperto herói resolveu então mudar de estrategia. Ele avistou um rio ali perto, e resolveu desviar o curso do rio, fazendo desaguar exatamente nas estrebarias.

     Quado o proprietário voltou mais tarde, encontrou suas estrebarias limpas e secas, pois o tempo fora mais que o suficiente para voltar o curso normal do rio e secar o lugar, mas Áugias, era um homem sem palavra e não cumpriu com sua parte no trato, Hércules não pensou duas vezes e estrangulou o homem.


     6º Trabalho: Os Pássaros de Estínfalo



     Tratava-se de um pântano espinhoso, que estava sendo assolado por aves negras que possuíam, asas, cabeças e bicos de ferro.
     Hércules chegou lá logo pela manhã, mas não encontrou nenhuma ave sequer sobrevoando a regiam, mas ele não se deu por vencido, retirando do seu bolso um par de címbalos (uma espécie de prato, instrumentos de percussão), e começou a toca-los bem forte, e imediatamente inúmeras aves surgiram acima do pântano, bloqueando a luz do sol, transformando o dia em noite. Então Hercules, ascendeu uma tocha e iluminou tudo, e chamou a atenção das aves, que começaram a descer violentamente contra ele. Ele sacou seu porrete e começou a desferir golpes a medida que as aves se aproximavam, abatendo de 8 a 10 aves por golpe, logo, após milhares de golpes, o pântano estava coberto pelas negras aves.

     Durante um bom tempo ele ainda iria ouvir o gralhar das aves, mas saiu de lá vitorioso, e pronto para mais uma tarefa, que ele parecia realizar todas sem a menor dificuldade.


     7º Trabalho: O Cinto de Hipólita




     Para este sétimo trabalho, o rei Euristeu, estava determinado a conseguir para a filha que não parava de tocar no assunto, o cinto e o véu da rainha das amazonas, Hipólita, então ordenou a Hércules que fosse buscar os objetos, objetos estes que haviam sido presentes do deus Ares, o deus da guerra, em reconhecimento por sua bravura e por seu valor em combate, pois não aguentava mais a filha insistentemente falando sobre aquilo.

     Hércules, sabendo que se tratava de uma mulher desta vez, resolveu ser cortês, conseguiu chegar são e salvo ao pais das amazonas, e lá foi muito bem recebido pela rainha e ele agiu da mesma forma tratando todos com gentilize e cortesia, desta forma a rainha resolveu cede-lhe os objetos ao qual ele havia ido buscar.


     8º Trabalho: Os Cavalos de Diomedes



     Desta vez Hércules deveria ir até Diomedes, filho de Ares e rei da Trácia e domesticar seus terríveis cavalos que segundo contam soltavam fogo pelas ventas. Diomedes era um homem cruel, tinha como principal diversão, lançar qualquer forasteiros para que seus cavalos pudessem mata-lo e devorá-lo em seguida. Mas para o herói isto nada representava, ele seguiu em direção a Trácia, chegando lá procurou por Diomedes, que foi pouco cortes e de imediato lançou os cavalos contra Hércules.


     O herói então deu um salto e caiu no lombo de um dos cavalos, e o amansou com tremenda e admirável facilidade, e foi pulando de cavalo em cavalo e fazendo o mesmo, e depois os conduziu para o estabulo, e lá tratou de de irrita-los bastante de antes de sair. Então retornando ao rei Diomedes, ele enfurecidamente perguntou a Hércules o que ele queria, Hércules então ergueu o rei com uma só mão, e o lançou no estábulo junto aos raivosos cavalos, e caminho ouvindo os gritos e relinchos dos animais, e assim estava completado mais um trabalho.

     9º Trabalho: Os Bois de Gerião




     Desta vez o trabalho de Hércules era roubar os bois do gigante Gerião, e leva-los a presença do Rei Euristeu. Sem mais delongas ele partiu para o ponto indicado pelo rei. Com muita dificuldade e depois de muito perguntar as pessoas, o herói chegou ao pais de Gerião. Ele já podia avistar ao longe o rebanho, que era guardado pelo gigante Euritião e pelo cão Ortro, irmão de Cérbero, o cão de três cabeças guardião da entrada de Hades. Tão logo Hércules fora avistado pelo cão, este acelerou em sua direção ao pescoço dele, porém o herói facilmente utilizando as mãos quebrou os pescoços do cachorro, e ainda teria dito que se fosse o irmão de Ortro que talvez tivesse alguma chance. Logo veio a vez do gigante Euritião, e que foi facilmente derrotado por Hércules.

     Vitorioso o herói já estava de saída com o rebanho, mas foi surpreendido pelo gigante proprietário do rebanho, e este era um adversário que se deveria respeitar, pois possuía 3 troncos, ou seja, eram três gigantes em um só.
     Então o gigante avançou, com seis braços, armado com três espadas e três escudos, seria um pareô difícil para Hércules agora, que por sua vez só estava com sua massa e seu escudo dado por Atena. Porém isto não causou nenhuma especie de temor ao herói, que após uma longa batalha, percebeu que da cintura para baixo o gigante era exatamente como ele, e utilizando-se de um poderoso golpe, atingiu uma das pernas do mostro e o derrubou no chão, e sem piedade esmagou todos os corpos do gigante vencendo a batalha.


     10º Trabalho: O Touro de Creta



     Este talvez seja um dos mais simples trabalhos realizado por Hércules. Como de costume, após receber a missão do rei Euristeu, nosso herói se dirigiu para Creta. A dificuldade desta tarefa, se dava ao fato de que Hércules precisava encontrar o tal touro no labirinto do rei Minos (que não era o mesmo no labirinto do minotauro). Após tanto procurar o touro, Hércules o encontrou, e sem dificuldades ele o subjugou, montou o touro e atravessou os mares em direção a terra do Ciclopes onde deveria entregar o touro, e assim o fez.

     Sim, está foi muito curta e breve, e vale aqui dizer que não foi nada inédita, afinal Teseu e até mesmo Jasão, haviam domado dois touros bem parecidos com estes.


     11º Trabalho: Os Pomos das Hespérides



     Quando o rei Euristeu explicou a Hércules sobre a sua penúltima missão, ele contou a ele que a história do casamento de Zeus e Hera, que na ocasião eles receberam de vários deuses maçãs de ouro, obtidas em uma árvore localizada no jardim das Hespérides. As Hespérides eram filhas do Titã Atlas. Bem a missão de Herácles consistia em conseguir os tais frutos para o rei.

     Partiu em direção a sua missão porém, diferentemente das outras vezes, desta vez ele não conseguia chegar em seu objetivo, e estava prestes a desistiu, porém em seu caminho ele encontra ninguém mais, ninguém menos que o titã Atlas, e então pensou que certamente ele deveria saber a localização da árvore. Herácles então perguntou ao velho, onde estava localizada a árvore, porém o titã não quis ceder a informação gratuitamente, mas o herói já estava preparado para isto, e se ofereceu para carregar o mundo no lugar do titã enquanto ele fosse buscar os frutos dourados. O titã então concordou e foi buscar os frutos.

     Depois de vários dias carregando o mundo nas costas, Hércules sentiu como deveria ser horrível para o titã. E finalmente pode avistar Atlas retornando com as maçãs douradas, mas então deu-se o seguinte:
     Atlas sentiu-se incrivelmente aliviado por não ter que carregar o todo aquele peso, começou a pensar que seria melhor deixar Hércules cuidar do peso do mundo. O titã chegou a contar a Hércules o que pretendia fazer, e este, para espanto de Atlas, concordou com a situação, pediu apenas para que antes fosse cumprir sua missão com as maçãs. Logo Atlas colocou o mundo nas costas novamente, Hércules foi embora e jamais voltará.


     12º Trabalho: Cérberus o cão do inferno




     O rei deu a Hércules a sua ultima missão, está que consistia em nada mais nada menos que capturar Cérberos, o cão guarda da entrada do Hades.
     Porém Hades, era irmão do pai de Hércules, Zeus, e o herói decidiu ir até ele contar o que tinha que fazer como medo de contrariar a vontade do deus. E assim, Zeus consentiu com a tarefa e impôs, uma condição que complicava ainda mais a situação, que era não ferir o cão durante a missão.


     No incio da sua viagem, ele estava acompanhado por Atena e por Hermes, chegou até a entrada do Hades, localizada na Lacônia. Depois de descerem por várias encostas, chegaram as margens do rio Aqueronte, o rio que corta o Hades, e que se acredita ser um dos afluentes do rio Styx. Hercules então começou a bater palmas para chamar Caronte, para iniciar a travessia.
     Os trés embarcaram e a medida que se afastavam da margem, o velho barqueiro resmungava dizendo que seu barco não fora feito para conduzir os vivos, e que estava virando um hábito este tipo de passageiro requisitar seus serviços. E de fato o barco estava quase à virar pois o peso era muito superior do que ele costumava carregar.


     A medida que se aproximava da outra margem, Hércules mal pode acreditar no que seus olhos mostravam, sua família estava esperando, e ele se encheu de felicidade e imediatamente os abraçou, e beijou e os pediu perdão pelo que havia feito. Depois disto, os viajantes seguiram em frente, em direção as portas do Hades, mas para surpresa deles, não encontraram Cérberos. O cão não estava lá, como se soubessem do intuito de Hércules, e Hades o tivesse mandado recolher para protege-lo. A medida que eles iam adentrando mais e mais no Hades, figuras que Hércules só conhecia de histórias iam aparecendo, Orfeu, Adônis, os irmãos Castor e Pólux entre outros tantos. Então pode-se ouvir um latido forte, e os viajantes foram em direção ao som.

     Chegaram então em frente ao trono de Hades, e ao seu lado estava Perséfone, esposa do deus dos mortos. Hades então surpreendeu Hércules, ao dizer que já sabia o intuito do herói, pois já havia sido informado por Zeus. Cérberos estava deitado aos pés de Hades, e lambeu a mão de seu dono em reconhecimento a sua proteção. Hades então teria dito a Hércules que deveria devolver o cão o mais rápido possível. O herói então foi buscar o cão, afinal ele não iria ir de bom grado, pois se tratava de um cão bem voraz, e após um confronto, conseguiu prender as três cabeças do cão de uma forma segura.
     Hércules conduziu o animal até o rei Euristeu, e Cérberos, tratou de deixar sua marca nele, dando três dentadas em uma das pernas. Após isto, Hércules, devolveu o cão ao seu dono, e encerrou sua epopeia em nome da redenção, pelo que havia feito a seus familiares.

     Depois de Hércules se libertar de Eristeu ele se apaixona por Lole e recebe de Dejanira, como presente de núpcias, uma túnica toda ensanguentada, ele põe, mas ele começa a sentir fortes dores e a túnica estava grudada em seu corpo, penetrando cada vez mais em seu corpo, Hércules não aguenta mais a dor e se joga numa fogueira, mas não acontece nada, então Hércules da seu incrível arco e flechas para um jovem chamado Filoctédes e pede desesperado que o mate, o jovem atende o recado, Hércules vai para o Olimpo onde seu pai o torna imortal.